Live from Copenhaga 2009
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Dois índios, de uma tribo considerada extinta, vagam por fazendas de Mato Grosso. Há mais de 20 anos não havia sinal da sua etnia, os piripkuras. Mas essa dupla de sobreviventes se recusa a fazer contato com quer que seja. Não quer falar com homens brancos. Não quer ajuda. Juntos, eles apenas riem das histórias que contam um ao outro. Preferem ficar sós.
Em Recusa, espetáculo que entra em cartaz quinta, a cia. Balagan tomou esse episódio verídico como ponto de partida. Veiculada pela imprensa em 2008, a notícia surge como mote para a parceria entre a diretora Maria Thais e o dramaturgo Luís Alberto de Abreu. De posse da história, eles organizaram uma montagem que entrelaça diversos olhares.
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Eduardo Viveiros de Castro comenta imagens seleccionadas ao acervo do Instituto Moreira Salles e que abrangem um arco temporal vasto: vão de meados do século XIX até o fim dos anos 1970, passando pelas primeiras missões pela Amazônia até à Expedição Roncador-Xingu, pelo que ilustram os momentos fundamentais da história do contacto com o branco.
Além de antropólogo, Eduardo Viveiros de Castro é fotógrafo amador. Ao longo do seu percurso pelos diversos campos de trabalho em que participou fez inúmeras fotografias de índios — na juventude, inclusivamente, era ele quem registava os trabalhos do amigo e conceituado Hélio Oiticica. O mais interessante desta conversa, é o facto da análise das fotografias reflectir esse olhar duplo, de fotógrafo e antropólogo.
A conversa está dividida em blocos — os três primeiros seguem abaixo. Os dois seguintes serão divulgados na próxima semana.
No primeiro bloco, Viveiros de Castro comenta as fotos de Albert Frisch (1840-1918) e Marc Ferrez (1843-1923). Frisch participou de expedição pela Amazônia em 1867, de Manaus até Iquitos, no Peru, seguindo pelo rio Solimões. Na ocasião foram feitos os primeiros registos fotográficos de indígenas no Brasil. Sobre Marc Ferrez, acesse aqui site especial do IMS.
Albert Frisch e Marc Ferrez: os índios como tipos
link
O segundo e terceiro blocos enfocam o trabalho de Alice Brill e Henri Ballot, cujos acervos também são preservados pelo IMS. Ambos registaram a expedição Roncador-Xingu, iniciada por Vargas em 1943 e que culminou na fundação do Parque Nacional do Xingu, em 1961.
Alice Brill: o paternalismo dos brancos
link
Henri Ballot: a tomada de posse do Xingu
link
Nota:
Fundado em 1990 pelo embaixador e banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), o Instituto Moreira Salles é uma entidade civil sem fins lucrativos que tem por finalidade exclusiva a promoção e o desenvolvimento de programas culturais. O seu acervo reúne cerca de 550 mil fotografias, 100 mil músicas (entre as quais, 25 mil gravações digitalizadas), uma biblioteca com 400 mil itens (quase 90 mil deles catalogados) e uma pinacoteca com mais de três mil obras.
# Site | Blog
Além de antropólogo, Eduardo Viveiros de Castro é fotógrafo amador. Ao longo do seu percurso pelos diversos campos de trabalho em que participou fez inúmeras fotografias de índios — na juventude, inclusivamente, era ele quem registava os trabalhos do amigo e conceituado Hélio Oiticica. O mais interessante desta conversa, é o facto da análise das fotografias reflectir esse olhar duplo, de fotógrafo e antropólogo.
A conversa está dividida em blocos — os três primeiros seguem abaixo. Os dois seguintes serão divulgados na próxima semana.
No primeiro bloco, Viveiros de Castro comenta as fotos de Albert Frisch (1840-1918) e Marc Ferrez (1843-1923). Frisch participou de expedição pela Amazônia em 1867, de Manaus até Iquitos, no Peru, seguindo pelo rio Solimões. Na ocasião foram feitos os primeiros registos fotográficos de indígenas no Brasil. Sobre Marc Ferrez, acesse aqui site especial do IMS.
Albert Frisch e Marc Ferrez: os índios como tipos
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O segundo e terceiro blocos enfocam o trabalho de Alice Brill e Henri Ballot, cujos acervos também são preservados pelo IMS. Ambos registaram a expedição Roncador-Xingu, iniciada por Vargas em 1943 e que culminou na fundação do Parque Nacional do Xingu, em 1961.
Alice Brill: o paternalismo dos brancos
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Henri Ballot: a tomada de posse do Xingu
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Nota:
Fundado em 1990 pelo embaixador e banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), o Instituto Moreira Salles é uma entidade civil sem fins lucrativos que tem por finalidade exclusiva a promoção e o desenvolvimento de programas culturais. O seu acervo reúne cerca de 550 mil fotografias, 100 mil músicas (entre as quais, 25 mil gravações digitalizadas), uma biblioteca com 400 mil itens (quase 90 mil deles catalogados) e uma pinacoteca com mais de três mil obras.
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Curador diz que produção artística amazônica é menos comprometida com apelos do mercado e mais concentrada nas relações com seu lugar de pertencimento
Em cartaz até setembro no Museu Vale, em Vila Velha, Espírito Santo, a exposição “Amazônia: A Arte” tem o desafio de romper com visões estereotipadas da Amazônia, apostando na diversidade do olhar de 32 artistas da região. Os trabalhos de dois importantes fotógrafos paraenses, Luiz Braga e Miguel Chikaoka, foram escolhidos como uma espécie de “cartão de visitas” da mostra – estão logo na entrada, como que chamando a atenção do público para as peculiaridades e sutilezas da arte amazônica.
Orlando Maneschy, curador da exposição, diz que é exatamente este o desafio: sensibilizar o visitante para que aos poucos vá se acostumando seu olhar de modo a perceber as sutilezas, os encontros e desencontros entre as poéticas propostas, “tal qual ribeirinho quando entra na selva”, na comparação de Maneschy. Por esta razão, os trabalhos de Braga e Chikaoka dividem a sala de entrada do Museu Vale, montada em tom de azul um tanto quanto sombrio, mas com visão impactante para quem chega.
Entre as obras destacadas, está a "floresta" montada por Melissa Barbery. A tecnologia é simples – uma série de luminárias e bolas coloridas – mas o resultado seduz o visitante. A artista criou uma iluminação que vai sendo reduzida ao longo da exposição até que acabem as baterias e a composição literalmente se apague. Outro trabalho interessante é o “Vozes da Selva”, de Alexandre Sequeira. O artista criou um backlight cuja imagem resulta de uma fusão entre velas (simbolizando velório, “morte”) e as chamas de uma queimada ao fundo, em alusão à devastação da floresta.
A exposição conta ainda com as pinturas do acreano Helio Melo, falecido em 2001, e com instalações de Emmanuel Nassar, pintor e escultor paraense, responsável pela formação de várias gerações de artistas na região. Entre elas, um painel feito de dejetos urbanos. Interessante também é o trabalho do escultor maranhense Marcone Moreira, jovem expoente das artes plásticas no norte do Brasil, utiliza em seu trabalho elementos mais orgânicos, restos de madeira com traços da pintura original.
Moreira é conhecido por sua concepção que alia a elegância da arte construtiva com a rudeza de materiais descartados para outros usos. Apesar de ser maranhense, o artista está radicado em Marabá, e sua produção é intimamente vinculada à cidade que escolheu para viver, seja quando os materiais, texturas e cores se encontram fisicamente presentes através do uso de madeiras de barcos, carrocerias de caminhão, portas de ferro ou nylon de sacolas, ou como referência fundamental na produção de pinturas, fotografias ou objetos.
Imaginário coletivo
A Amazônia, longe de ser homogênea, é uma região extremamente complexa e diversificada. Portanto, cumpre um papel importante no imaginário social, na medida em que está definitivamente inscrita como um tema de interesse para cidadãos de todo o mundo. Mas a memória cristalizada remete para uma visão estereotipada “homogeneizadora” da região, representada por ideias ou conceitos como “natureza”, “floresta”, “atrasada”, “reserva de recursos”, entre outros. Esse imaginário de Amazônia também se manifesta no olhar sobre a produção artística dos amazônidas.
O desafio da exposição “Amazônia, A Arte” é romper com essa visão, mostrando que é impossível construir um olhar único, sistemático e reducionista do artista amazônico. Por viver em uma região isolada geograficamente e “cobiçada” pelo mundo, eles convivem com peculiaridades que lhes permitem um olhar aguçado e crítico para os problemas locais. Exemplo disso são as obras Quando Todos Calam, da artista plástica Berna Reale, ou os registros dos ianomâmis feitos pela fotografa Claudia Andujar.
Idealizada por Paulo Herkenhoff, a exposição reúne videoarte, fotografia, pintura, arte popular e escultura, e estão dispostas sem divisões estanques. O artista diz que os trabalhos “não são olhares ingênuos, improvisados” e exalta a escolha de Orlando Maneschy como curador. “Como artista e pesquisador, ele apresenta um ponto de vista interno, menos marcado pelas noções de exotismo a que comumente é associada”, afirma.
Para Maneschy, a Amazônia constitui-se em um "sistema paralelo de arte", "uma produção artística menos comprometida com apelos do mercado e mais concentrada nas relações com seu lugar de pertencimento, sua luminosidade, suas peculiaridades socioculturais". Mas isso não a impede de dialogar e se alimentar daquilo que é produzido em outras regiões do País e até do mundo, observa o curador.
via Agência Estado
Orlando Maneschy, curador da exposição, diz que é exatamente este o desafio: sensibilizar o visitante para que aos poucos vá se acostumando seu olhar de modo a perceber as sutilezas, os encontros e desencontros entre as poéticas propostas, “tal qual ribeirinho quando entra na selva”, na comparação de Maneschy. Por esta razão, os trabalhos de Braga e Chikaoka dividem a sala de entrada do Museu Vale, montada em tom de azul um tanto quanto sombrio, mas com visão impactante para quem chega.
Entre as obras destacadas, está a "floresta" montada por Melissa Barbery. A tecnologia é simples – uma série de luminárias e bolas coloridas – mas o resultado seduz o visitante. A artista criou uma iluminação que vai sendo reduzida ao longo da exposição até que acabem as baterias e a composição literalmente se apague. Outro trabalho interessante é o “Vozes da Selva”, de Alexandre Sequeira. O artista criou um backlight cuja imagem resulta de uma fusão entre velas (simbolizando velório, “morte”) e as chamas de uma queimada ao fundo, em alusão à devastação da floresta.
A exposição conta ainda com as pinturas do acreano Helio Melo, falecido em 2001, e com instalações de Emmanuel Nassar, pintor e escultor paraense, responsável pela formação de várias gerações de artistas na região. Entre elas, um painel feito de dejetos urbanos. Interessante também é o trabalho do escultor maranhense Marcone Moreira, jovem expoente das artes plásticas no norte do Brasil, utiliza em seu trabalho elementos mais orgânicos, restos de madeira com traços da pintura original.
Moreira é conhecido por sua concepção que alia a elegância da arte construtiva com a rudeza de materiais descartados para outros usos. Apesar de ser maranhense, o artista está radicado em Marabá, e sua produção é intimamente vinculada à cidade que escolheu para viver, seja quando os materiais, texturas e cores se encontram fisicamente presentes através do uso de madeiras de barcos, carrocerias de caminhão, portas de ferro ou nylon de sacolas, ou como referência fundamental na produção de pinturas, fotografias ou objetos.
Imaginário coletivo
A Amazônia, longe de ser homogênea, é uma região extremamente complexa e diversificada. Portanto, cumpre um papel importante no imaginário social, na medida em que está definitivamente inscrita como um tema de interesse para cidadãos de todo o mundo. Mas a memória cristalizada remete para uma visão estereotipada “homogeneizadora” da região, representada por ideias ou conceitos como “natureza”, “floresta”, “atrasada”, “reserva de recursos”, entre outros. Esse imaginário de Amazônia também se manifesta no olhar sobre a produção artística dos amazônidas.
O desafio da exposição “Amazônia, A Arte” é romper com essa visão, mostrando que é impossível construir um olhar único, sistemático e reducionista do artista amazônico. Por viver em uma região isolada geograficamente e “cobiçada” pelo mundo, eles convivem com peculiaridades que lhes permitem um olhar aguçado e crítico para os problemas locais. Exemplo disso são as obras Quando Todos Calam, da artista plástica Berna Reale, ou os registros dos ianomâmis feitos pela fotografa Claudia Andujar.
Idealizada por Paulo Herkenhoff, a exposição reúne videoarte, fotografia, pintura, arte popular e escultura, e estão dispostas sem divisões estanques. O artista diz que os trabalhos “não são olhares ingênuos, improvisados” e exalta a escolha de Orlando Maneschy como curador. “Como artista e pesquisador, ele apresenta um ponto de vista interno, menos marcado pelas noções de exotismo a que comumente é associada”, afirma.
Para Maneschy, a Amazônia constitui-se em um "sistema paralelo de arte", "uma produção artística menos comprometida com apelos do mercado e mais concentrada nas relações com seu lugar de pertencimento, sua luminosidade, suas peculiaridades socioculturais". Mas isso não a impede de dialogar e se alimentar daquilo que é produzido em outras regiões do País e até do mundo, observa o curador.
via Agência Estado
Indígenas tiveram participação direta na montagem, em Belém.
Motivação foi encontrar informação errada sobre sua cultura em jornais.
Uma exposição indígena relativamente pequena, com cerca de 50 peças em uma área de 120 metros quadrados, demorou sete anos para ser concebida.
É que, desde o início, os organizadores queriam que a montagem da mostra e a escolha das ideias tivesse participação direta dos povos indígenas da etnia kaiapó, especialmente dos que vivem na aldeia Moikaraku, no sul do Pará.
A exigência para a montagem da exposição, inaugurada nesta sexta-feira (16) no Museu Emílio Goeldi, em Belém, tem a ver com a origem da ideia. A antropóloga Pascale de Robert, pesquisadora do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, da França, já trabalhava na aldeia Moikaraku há cerca de dez anos, quando os indígenas lhe disseram que encontravam informações erradas sobre sua etnia em jornais, livros e na televisão. "Eles achavam que podiam traduzir sua própria cultura para a sociedade não indígena, e começamos um longo diálogo, que resultou na exposição", diz ela.
Até mesmo o nome da mostra, Mebêngôkre-Kaiapó, faz referência à palavra original usada pela etnia. O termo kaiapó foi usado pela primeira vez no início do século 19, por grupos vizinhos a eles. Mas os kaiapó chamam a si próprios de mebêngôkre, ou "homens do buraco", "gente do espaço entre águas".
"Eles queriam mostrar a versão deles de sua história. Encontravam mapas vendidos em bancas de jornal, por exemplo, que mostravam terras indígenas vazias, como se eles não vivessem ali. E fizeram um mapa para a exposição mostrando centenas de nomes de lugares com importância histórica para eles", explica Pascale. Mais tarde, além da aldeia Moikaraku, outras duas aldeias kaiapó do sul do Pará integraram o projeto.
Na opinião da antropóloga, a tendência é que os povos indígenas se apropriem dos museus cada vez mais. Tanto que uma outra exposição dos kaiapó será inaugurada em Paris, na França, em junho deste ano. A iniciativa é fruto da aproximação dos dois países durante o Ano da França no Brasil, que também possibilitou a tradução da mostra de Belém do português e do mebêngôkre para o francês, criando uma exposição trilíngue na Amazônia.
A exposição terá peças usadas no dia-a-dia dos kaiapó, quase todas escolhidas por eles. A expectativa é mostrar os aspectos mais importantes de sua cultura, baseada na cosmologia, na agricultura, caça, pesca e coleta. Por meio de máscaras e cocares, alguns rituais também terão destaque na mostra.
Inaugurada para a Semana dos Povos Indígenas 2010, a exposição tem entrada gratuita e fica aberta ao público de segunda a sexta-feira das 9h às 17h e, aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 15h. A mostra segue até agosto no Museu Emílio Goeldi, em Belém.
via GloboAmazônia
TUKUNA NAWA ITSUNIM
NOSSO MUNDO KANAMARI
O cartaz da semana de 2010 tenta expressar a cosmovisão Kanamari, que é composta de três esferas: o kodonake (o céu, morada dos espíritos e dos ancestrais), a aldeia e o itsunim (a floresta). Essas três esferas são interdependentes e interagem (...). Nesse sentido, ele apresenta a aldeia, que é o centro da vida Kanamari e a vida do dia-a-dia.
Apresenta também a celebração dos seus mitos, nos quais o espírito Pida (Onça) permeia a vida toda do povo Kanamari. A principal festa Kanamari ocorre num ciclo de dias denominado de warapekom )o tempo de frutas). No ritual do warapekom, as mulheres, representando os seres humanos, começam cantando, pedindo aos espíritos que compareçam e possibilitem alimentação, "frutos do céu e frutos da terra".
Ser índio Kanamari é:
Usar a própria língua, produzir a própria comida, realizar as festas e cantar no terreiro, cuidar e defender nossa terra, não abandonar nossos costumes, dividir o peixe a caça, gostar de beber caiçuma em conjunto, ser unido e não brigar, não deixar de se pintar, reunir toda a aldeia para as festas, não ter vergonha de falar língua tukuna, dançar pida kohana, participar das festas dos velhos, fazer rituais, cuidar dos alimentos produzidos pela terra e pela água.
(Depoimento escrito pelo professor Pima Cleuzael Kanamari, da aldeia Flexal, do Rio Xeruã, afluente do Rio Juruá, no dia 13 de junho de 2009).
Comin - Conselho de Missão entre Índios
via Adital
Mais informações em:
- Galeria de fotos
- Galeria de desenhos
- Power Point TUKUNA NAWA ITSUNIM
Caderno 2010 (8.37mb)
EDUCAÇÃO INTERCULTURAL ALTERATIVA (83kb)
O poder feminino dos Kanamari (35kb)
O Povo Kanamari (111kb)
Os Kanamari (17kb)
Os Outros dos Outros- Kanamari (52kb)
NOSSO MUNDO KANAMARI
O cartaz da semana de 2010 tenta expressar a cosmovisão Kanamari, que é composta de três esferas: o kodonake (o céu, morada dos espíritos e dos ancestrais), a aldeia e o itsunim (a floresta). Essas três esferas são interdependentes e interagem (...). Nesse sentido, ele apresenta a aldeia, que é o centro da vida Kanamari e a vida do dia-a-dia.Apresenta também a celebração dos seus mitos, nos quais o espírito Pida (Onça) permeia a vida toda do povo Kanamari. A principal festa Kanamari ocorre num ciclo de dias denominado de warapekom )o tempo de frutas). No ritual do warapekom, as mulheres, representando os seres humanos, começam cantando, pedindo aos espíritos que compareçam e possibilitem alimentação, "frutos do céu e frutos da terra".
Ser índio Kanamari é:
Usar a própria língua, produzir a própria comida, realizar as festas e cantar no terreiro, cuidar e defender nossa terra, não abandonar nossos costumes, dividir o peixe a caça, gostar de beber caiçuma em conjunto, ser unido e não brigar, não deixar de se pintar, reunir toda a aldeia para as festas, não ter vergonha de falar língua tukuna, dançar pida kohana, participar das festas dos velhos, fazer rituais, cuidar dos alimentos produzidos pela terra e pela água.
(Depoimento escrito pelo professor Pima Cleuzael Kanamari, da aldeia Flexal, do Rio Xeruã, afluente do Rio Juruá, no dia 13 de junho de 2009).
Comin - Conselho de Missão entre Índios
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Como todos os anos, acontece hoje (17) uma celebração ecumênica e um ato político na Curva do “S”, em Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, em memória aos 19 trabalhadores sem-terra que foram assassinados por policiais militares em 17 de abril de 1996. Diversos movimentos sociais participam do evento, como forma de lembrar o fato que ficou internacionalmente conhecido como o Massacre de Eldorado dos Carajás.
Desde o último dia 10, jovens do Movimento Sem-Terra (MST) participam do Acampamento da Juventude, montado na entrada da vila 17 de Abril, como parte da programação alusiva ao massacre. A partir das 7h, eles coordenam uma marcha que parte do acampamento até a Curva do “S”. Além da celebração ecumênica e do ato político, atividades culturais também fazem parte da programação, como apresentações de carimbó e Hip Hop.
“Diversos movimentos sociais participam do ato para fortalecer o trabalho de manter o significado da Curva do “S”, por meio de uma simbologia da vida, representando o espaço como espaço de vida. Temos que regar esse fato para não deixar o massacre dos trabalhadores cair no esquecimento e também para mostrar que a luta continua”, explica Maria Raimunda Cesar, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST).
Para Charles Trocate, também da coordenação nacional do MST, o dia do massacre é uma síntese de como a burguesia se comporta em toda a história diante dos que reivindicam direitos. “Esse comportamento é resumido em três ações: cooptação, repressão e eliminação física. O dia 17 de abril é quando grupos do mundo inteiro protestam por terra, por reforma agrária, pela soberania alimentar. E se o Estado reconheceu um dia de luta camponesa, não é crime lutar por reforma agrária”, observa.
EM BELÉM
Ontem, uma caravana com 800 membros do movimento começou a chegar à cidade, para a construção de um grande acampamento na Praça da Leitura, em São Brás. Lá, trabalhadores rurais de municípios como Abaetetuba, Moju, Barcarena, Tailândia entre outros, farão um ato inter-religioso, às 17h de hoje, para lembrar o dia do massacre.
O MASSACRE
Há quatorze anos, dezenove sem-terra morreram em confronto entre 155 policiais militares e cerca de 1.500 trabalhadores rurais, que estavam acampados em Eldorado dos Carajás e decidiram fazer uma marcha na rodovia PA-150 em protesto contra a morosidade na desapropriação de terras, em especial a da Fazenda Macaxeira. Além dos mortos, vários trabalhadores ficaram feridos.
via Diário do Pará
Desde o último dia 10, jovens do Movimento Sem-Terra (MST) participam do Acampamento da Juventude, montado na entrada da vila 17 de Abril, como parte da programação alusiva ao massacre. A partir das 7h, eles coordenam uma marcha que parte do acampamento até a Curva do “S”. Além da celebração ecumênica e do ato político, atividades culturais também fazem parte da programação, como apresentações de carimbó e Hip Hop.
“Diversos movimentos sociais participam do ato para fortalecer o trabalho de manter o significado da Curva do “S”, por meio de uma simbologia da vida, representando o espaço como espaço de vida. Temos que regar esse fato para não deixar o massacre dos trabalhadores cair no esquecimento e também para mostrar que a luta continua”, explica Maria Raimunda Cesar, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST).
Para Charles Trocate, também da coordenação nacional do MST, o dia do massacre é uma síntese de como a burguesia se comporta em toda a história diante dos que reivindicam direitos. “Esse comportamento é resumido em três ações: cooptação, repressão e eliminação física. O dia 17 de abril é quando grupos do mundo inteiro protestam por terra, por reforma agrária, pela soberania alimentar. E se o Estado reconheceu um dia de luta camponesa, não é crime lutar por reforma agrária”, observa.
EM BELÉM
Ontem, uma caravana com 800 membros do movimento começou a chegar à cidade, para a construção de um grande acampamento na Praça da Leitura, em São Brás. Lá, trabalhadores rurais de municípios como Abaetetuba, Moju, Barcarena, Tailândia entre outros, farão um ato inter-religioso, às 17h de hoje, para lembrar o dia do massacre.
O MASSACRE
Há quatorze anos, dezenove sem-terra morreram em confronto entre 155 policiais militares e cerca de 1.500 trabalhadores rurais, que estavam acampados em Eldorado dos Carajás e decidiram fazer uma marcha na rodovia PA-150 em protesto contra a morosidade na desapropriação de terras, em especial a da Fazenda Macaxeira. Além dos mortos, vários trabalhadores ficaram feridos.
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Programação gratuita no Museu do Índio no Dia do Índio : AQUI
Período: 17 a 25 de abrilO Museu do Índio realizará uma programação especial para os visitantes com a participação de cerca de 60 representantes das comunidades Guarani do Rio de Janeiro e Fulni-ô de Pernambuco.
A Oficina de Papel Artesanal Nhandé Kuaxia estará de portas abertas e o público poderá assistir o processo de reciclagem realizado pelos próprios índios. Vai acompanhar, também, na Galeria de Arte do Museu – a primeira galeria de arte indígena no Rio -, artesãos Guarani confeccionando suas peças. Para complementar a programação, os Fulni-ô da Aldeia de Águas Belas (PE) apresentarão suas danças e cantos tradicionais.
A Oficina de Papel Artesanal Nhandé Kuaxia estará de portas abertas e o público poderá assistir o processo de reciclagem realizado pelos próprios índios. Vai acompanhar, também, na Galeria de Arte do Museu – a primeira galeria de arte indígena no Rio -, artesãos Guarani confeccionando suas peças. Para complementar a programação, os Fulni-ô da Aldeia de Águas Belas (PE) apresentarão suas danças e cantos tradicionais.
Evento 1: “Vivência cultural: Os Guarani do Rio de Janeiro”17 de abril
13 às 17h- confecção de artesanato na Galeria Arte Indígena
- reciclagem de papel na Oficina de Papel Artesanal Nhandé Kuaxia
- mostra de filmes produzidos pelos Guarani do Rio de Janeiro
18 de abril
13 às 17h- confecção de artesanato na Galeria Arte Indígena
- reciclagem de papel na Oficina de Papel Artesanal Nhandé Kuaxia
- mostra de filmes produzidos pelos Guarani do Rio de Janeiro
16h - Coral da Aldeia de Parati Mirim, no Jardim do Museu
19 de abril
9 às 17:30h- confecção de artesanato na Galeria Arte Indígena
- reciclagem de papel na Oficina de Papel Artesanal Nhandé Kuaxia
- mostra de filmes produzidos pelos Guarani do Rio de Janeiro
16h - Coral da Aldeia de Araponga, no Jardim do Museu
Evento 2 - “Danças e cantos dos Fulni-ô da Aldeia de Águas Belas (PE)”
19 de abril , às 10h
20 e 22 de abril, às 10h e às 15h
21, 23, 24 e 25 de abril, somente às 15horas
FEBRE E FORÇA - Nos intervalos entre surtos de malária, Hércules Florence conseguiu pintar essa família apiacás no Mato Grosso
PARADA NO RIO PARANÁ
Em agosto de 1826, os expedicionários caçavam no salto de Urubupungá. Taunay pintou a cena
Em agosto de 1826, os expedicionários caçavam no salto de Urubupungá. Taunay pintou a cena
Paisagem pintada por Adrien Taunay
AS DUAS GRANDES MATAS
Adrien Taunay pintou essa vista da Mata Atlântica
Adrien Taunay pintou essa vista da Mata Atlântica
AS DUAS GRANDES MATAS
Hércules Florence fez seu último registro em Santarém, no Pará, em plena floresta amazônica
Hércules Florence fez seu último registro em Santarém, no Pará, em plena floresta amazônica
FAMÍLIA BRASILEIRA POR ADRIEN TAUNEY
Anastácia, retratada em Guimarães, Mato Grosso
Anastácia, retratada em Guimarães, Mato Grosso
Francisca de Sales, filha de Anastácia
Sebastiana, neta de Anastácia
Marcelina, outra neta de Anastácia
Expedição Langsdorff
Um épico com segredos, arte, loucura e muita beleza ao alcance dos brasileiros
por Jorge Caldeira
"O que vi aqui superou todas as minhas expectativas. Pareceu-me um mundo novo, e seu esplendor é imenso."
Essas palavras foram anotadas pelo barão Georg Heinrich von Langsdorff em seu diário, no dia 21 de dezembro de 1803. Ele tinha 29 anos, era médico e fazia parte da tripulação do veleiro russo Nadjeda, em viagem de volta ao mundo. O lugar que o maravilhava era a ilha de Santa Catarina, onde o navio acabara de aportar. As palavras registravam, portanto, suas primeiras impressões do Brasil - e foram o ponto de partida de uma gigantesca aventura.
"Acompanhados do capitão mor e do juiz da vila de Porto Feliz dirigimo-nos para o porto, onde já estava o vigário para abençoar a viagem, como é costume, acompanhado de um grande número de pessoas que vieram assistir a nosso embarque. Os amigos e parentes abraçavam-se, despediam-se uns dos outros. Tomamos os lugares nas canoas e romperam-se então da cidade salvas de mosquetes, que foram respondidas pelos nossos remadores. Ao som desses alegres estampidos deixamos as praias e a vila onde tive a felicidade de conhecer amigos, conviver com gente boa e afável, passar uma vida simples e tranquila."
Diário de Hércules Florence, 22 de junho de 1826.
"Vamos percorrer um caminho nunca dantes percorrido. É como se estivéssemos diante de um véu escuro. Vamos abandonar o mundo civilizado para viver no meio de índios, tigres, onças, tapires, macacos e outros animais."
Diário do barão Langsdorff, rio Tietê, 23 de junho de 1826.
"Quando a gente se banha em lugar de poucas piranhas o perigo é diminuto, mas mesmo assim é preciso cobrir com as mãos as partes pudendas, porque por ali é que elas atacam. O senhor barão foi mordido, sem contudo sofrer grande mal, porque pulou fora da água. O peixe não se despegou senão alguns instantes depois; correu sangue e cinco dentes ficaram bem marcados."
Diário de Hércules Florence, rio Taquari, Mato Grosso, 11 de dezembro de 1826.
"Adrien Taunay chegou à margem do Guaporé bem em frente à cidade. A trovoada roncava com força e a chuva caía a cântaros. Impacienta-se. Pula para a água. Atira-se à correnteza; chega ao meio do rio; perde as forças; luta; dá um grito; levanta um braço e, vítima da temeridade, desaparece. (...) De madrugada, vieram me avisar que o corpo foi encontrado. Corro; chego; vejo-o estendido na margem, mutilado pelos peixes. Lanço-me sobre ele. Poupai-me os pormenores."
Carta do biólogo Luiz Riedel, Vila Bela, Mato Grosso, 8 de março de 1827, noticiando a morte do pintor Adrien Taunay a um seu parente
"Acabrunham-nos as enfermidades. Os mosquitos causam duros sofrimentos, não nos dando a menor trégua. Chove torrencialmente há dois dias, e até o que temos dentro das barracas está molhado. A caça e a pesca nada produzem, tornando a parada intolerável. Vimo-nos reduzidos a comer carne de macacos. Nesse lugar se manifestou a doença do senhor Langsdorff, com a perda de memória das coisas recentes e o completo transtorno das ideias, devido às febres intermitentes. Essa perturbação obrigou-nos a por termo à viagem, cujo plano era vastíssimo."
Diário de Hércules Florence, 7 de maio de 1828, no Salto Augusto, rio Juruena.
"Com pesar, devo informar a Vossa Excelência que encontrei o senhor Langsdorff numa situação completamente miserável. Privado de todas suas capacidades mentais, ele age como uma criança, não pode ocupar-se de absolutamente nada e tampouco consegue conversar."
Carta de Franz Borel, embaixador da Rússia no Rio de Janeiro, em novembro de 1829.
Nos 26 anos passados entre um momento de alumbramento e outro de alheamento, o barão Georg Heinrich von Langsdorff foi o responsável pela coleta da maior coleção brasileira até seu tempo. Somente a fração artística do tesouro que reuniu já é suficiente para extasiar - algo que pode ser confirmado facilmente em uma visita à exposição Expedição Langsdorff. A mostra terá lugar no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, até 25 de abril. Depois, seguirá para os CCBBs de Brasília e Rio de Janeiro.
Mas essa coleção de desenhos é apenas uma parte do grande mergulho no país que tragou o barão. Além da coleção de objetos, existe também uma saga monumental, uma história de paixão. Coleção e história começaram na própria ilha de Santa Catarina, no primeiro desembarque de 1803. Médico, muito interessado em zoologia, o barão aproveitou a parada para recolher peixes e insetos, além de fazer alguns desenhos de pessoas.
Esse material foi juntado a milhares de outras amostras e centenas de desenhos que foi fazendo ao longo da viagem, que duraria ainda quatro anos. Na volta para a Rússia, foi preciso ainda um tempo para tratar de todo o material e publicar trabalhos - e conseguir um modo de voltar ao ponto que mais o atraíra em todos aqueles que visitara no planeta.
Em 1813, o barão desembarcou no Rio de Janeiro, nomeado cônsul da Rússia junto à corte de Dom João VI. Em vez de se instalar apenas na cidade, comprou uma fazenda perto do porto de Estrela, no fundo da baía da Guanabara. Era um lugar estratégico, ponto final da rota terrestre que levava até Minas Gerais - e ao sertão de meio Brasil.
Ali, instalou sua vasta biblioteca e começou a juntar coleções de plantas, animais e minerais. Ao mesmo tempo, arriscava-se em experiências agrícolas derivadas de suas pesquisas. A Fazenda Mandioca logo fez fama em uma corte onde, volta e meia, apareciam cientistas, pintores e viajantes. A maior parte dos europeus que percorria o interior começava suas viagens terrestres pela estrada que passava ao lado da propriedade, de modo que acabavam fazendo visitas e enriquecendo as coleções.

De olho no futuro, ele mandava parte do material que recolhia como presente para o czar Alexandre I. Quando sentiu que havia interesse, em 1819, deixou o Rio de Janeiro com tudo que tinha juntado e voltou para São Petersburgo. Conseguiu persuadir o governante a financiar uma grande expedição científica ao Brasil - em parte porque descreveu a então parte do Reino Unido como um território inteiramente selvagem, além de totalmente desconhecido.
Tendo levantado o dinheiro, começou a executar um plano grandioso. Levou de Moscou o cartógrafo Nestor Rubtsov; na França, achou o zoólogo Eduard Ménétriès; na passagem pela Alemanha, contratou um pintor de 19 anos chamado Johann Moritz Rugendas. Não se esqueceu de contratar também a viagem de alguns colonos alemães, que iriam para sua fazenda.
Desembarcou no Rio de Janeiro em março de 1822. A primeira notícia foi ruim: o dinheiro para pagar os colonos não havia chegado, de modo que tinha uma revolta de colonos e uma falência para encarar. A segunda notícia foi maravilhosa: José Bonifácio de Andrada e Silva, grande amigo de seu amigo Alexandre Humbolt, acabara de ser nomeado ministro do regente Dom Pedro I.
José Bonifácio deu uma nova dimensão ao projeto de seu amigo alemão. Emprestou dinheiro para pagar os colonos, facilitou o trabalho de cônsul. Mas, acima de tudo, demorou muito pouco tempo para levar a até a Fazenda Mandioca a princesa Leopoldina, uma apaixonada por botânica, e o regente Dom Pedro - um apaixonado por cavalos que, no lombo deles, se apaixonou pela região, até comprar terras em Correias, perto da atual Petrópolis.
Assim, o que era para ser uma expedição apenas russa acabou se tornando também um projeto brasileiro. O apoio do governo permitiu que uma série de conhecimentos sobre os caminhos do interior e modos de vencê-los se incorporassem ao planejamento da expedição.
Mas foi preciso tempo para ajustar tudo. O barão de 48 anos e formação militar tinha uma equipe formada por jovens cientistas de pouca rodagem - embora ansiosos para começar. Havia muita tensão no ar. O barão resolveu então começar leve. Mandou os cien tistas para pequenas viagens ao redor da fazenda. Em 1822, houve uma pequena incursão até Nova Friburgo. Estalaram os primeiros conflitos, mas também surgiram soluções. Na viagem, se incorporou ao grupo o botânico Luiz Reidel, outro apaixonado pelo Brasil, que vinha juntando plantas desde Ilhéus.
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Com o pessoal reforçado, o barão deu outro passo, em 1824: viajar até Minas Gerais. Parecia fácil. O grupo percorreu um caminho frequentado por dezenas de tropas a cada semana, com inúmeros pousos e cidades para se hospedar no meio do caminho. Quase uma excursão de turismo. Mas turismo ao modo da época, com a possibilidade de colher plantas e animais selvagens quase na beira da estrada - e assim o barão viu os primeiros índios: um grupo de Coroados que vivia pouco adiante de Barbacena.
Nada disso diminuiu as tensões no grupo. Pouco depois de passar por Sabará, o pintor Rugendas desentendeu-se com o chefe pela última vez e partiu, levando os desenhos que o tornariam famoso como retratista do Brasil. Mesmo sem a parte do artista, o material recolhido até março de 1825 foi respeitável: 29 caixas de amostras de minério; 15 de herbário, com 1.400 espécies de plantas; 398 peles de aves, 23 de mamíferos - fora o material cartográfico.
No Rio de Janeiro, para cobrir a baixa, o barão contratou dois pintores. Primeiro, Adrien Taunay. Ele tinha apenas 25 anos, mas seu currículo de viajante impressionava. Com apenas 16 anos embarcara em uma expedição francesa de volta ao mundo, a bordo do Urânia. Depois de percorrer todo o Pacífico, o navio naufragou na volta, nas ilhas Malvinas. O jovem passou seis meses na base da carne de foca, até ser resgatado. O segundo pintor foi Hércules Florence, um aventureiro que corria o mundo por sua conta - e se apresentou ao barão respondendo a um anúncio de jornal.
Com eles, começou a grande viagem. A bagagem inicial do grupo era imensa: foi preciso contratar uma tropa de 63 mulas para levar tudo de Cubatão até Porto Feliz. Ali, foram gastos seis meses para escavar troncos de duas árvores centenárias até os transformar em duas canoas com 20 m de comprimento por dois de largura. Nelas e em alguns batelões todos embarcaram. O caminho era conhecido e mapeado: a centenária rota das monções de Cuiabá - que incluía o passo de Camapuã, onde as canoas eram arrastadas ao longo de 20 km por juntas de bois e força do braço escravo.
O percurso levou os tradicionais seis meses - e no intervalo dos dois jovens pintores foram aprendendo a distinguir detalhes do Brasil com seu olhar agudo. Além de produzirem algumas vistas da paisagem que os impressionava e das plantas e animais, foram percebendo a variedade das gentes. Índios de muitas etnias, com costumes e línguas inteiramente diferentes uns dos outros. Escravos vindos de muitas nações da África, cada qual com sua língua e costumes.
Principalmente, perceberam também que ali todos se misturavam - e começaram a detalhar a variedade de rostos dos mestiços. Aos poucos, foram também descobrindo que uns adotavam os costumes dos outros - surgiram então índios vestidos como europeus, nobres embaixo de tendas como as dos índios, e até retratos dos próprios viajantes já acostumados com as redes.
Em Cuiabá, o grupo se dividiu por duas rotas abertas séculos antes. O biólogo Reidel e Taunay seguiram pelo caminho da grande bandeira de Raposo Tavares, entrando pelo Guaporé para descer o Madeira. Já o grupo de Langsdorff e Florence desceu pelo Juruena e o Tapajós. O ponto de encontro de ambos deveria ser o então povoado de Manaus, de onde iriam subir o rio Negro - rota que os brasileiros conheciam há mais de dois séculos, e sobre as quais a expedição estava bem informada, possivelmente graças ao apoio do governo.
Mas nada disso foi possível. Sem o condutor enlouquecido, a expedição foi interrompida. Ficou um tesouro - cuja história é tão lendária como a expedição.
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Uma longa viagem pela Selva das Gavetas
As coleções reunidas pelo barão Langsdorff iam sendo mandadas aos poucos para Moscou. A última grande leva foi enviada por Hércules Florence, do ponto de sua partida: apaixonado por Angélica Vasconcelos, que conhecera em Porto Feliz, deixou a vida de aventureiro para se tornar fazendeiro em Campinas.
Poderia fazer como Rugendas e ficar com o muito que havia sob sua guarda para fazer seu nome - um tesouro que incluía toda a coleção de pinturas, com quase 400 trabalhos dos três artistas que trabalharam para o barão, além dos diários do próprio comandante. Mas, honesto que era, preferiu organizar tudo - inclusive seus próprios trabalhos - e mandar para São Petersburgo. Luiz Reidel, o biólogo, também tinha planos de ficar pelo Brasil. Mas, antes, levou para a capital russa material suficiente para ocupar o espaço de 84 passageiros no navio.
Se soubessem do que acontecia com suas remessas, talvez os dois não agissem com tanta retidão. As caixas e caixas de material desembarcavam diretamente da selva tropical para outra ainda mais feroz, a da burocracia. O espólio era duramente disputado pelo diretor do Museu Botânico e o diretor do Jardim Botânico. Dependendo dos azares da conjuntura e da circulação da papelada com pareceres, as caixas eram levadas de um lado para o outro - com algumas perdas no caminho.
Enquanto foram vivos, os dois brigaram por um tesouro. Quando morreram, deixaram como espólio um conjunto de caixas cujo conteúdo ninguém sabia ao certo qual era. Mas como em uma grande burocracia nada se perde, as caixas ficaram sempre guardadas.
Somente quando a hibernação completou oito décadas, um jovem cientista russo, Henrique Manizer, passou pelo Rio de Janeiro em 1915, na volta de uma viagem à Antártica. Visitando o Museu Nacional, viu expostas algumas peças da expedição que haviam sobrado no Brasil - entre elas, o retrato de Langsdorff feito por Hércules Florence - e comprou uma edição do diário do pintor-fazendeiro, que havia sido publicado em 1875. Com essas informações, publicou na volta um artigo com as notícias "inéditas" sobre a expedição.
Foi preciso mais uma década e meia até que as caixas fossem desenterradas dos arquivos onde jaziam para serem finalmente reunidas como uma única coleção. Isso atraiu alguns estudiosos. Mal eles começaram a juntar as primeiras peças do quebra-cabeças, estourou a Segunda Guerra. A antiga capital russa, cujo nome era então Leningrado, ficou cercada durante quase três anos e sob intenso bombardeio. O arquivo sobreviveu, mas foi preciso esperar muitos anos de reconstrução até o reinício dos estudos.
Como eram tempos de Guerra Fria, a troca de informações com o Brasil, essencial para o entendimento do todo, era rala. Apenas em 1988 aconteceu a primeira exposição do material por aqui. Por isso, essa segunda oportunidade para ver uma parte do lendário tesouro do barão Langsdorff não pode ser perdida de maneira nenhuma. Ali está o maior retrato do Brasil feito em seu tempo - e retrato essencial em país de herança iconográfica pífia.
via Revista Brasileiros - Edição 32 - Março/2010
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Beiradão Urbano”, de Jimmy Christian, foi um dos projetos contemplado no edital de programação 2008. Esta exposição retrata, por meio de 20 obras, a vida, o cotidiano e toda a peculiaridade de um povo vindo do interior do Amazonas, que apresenta fortes características étnicas e culturais. “Nesse trabalho enfoquei os elementos com os quais esta população constrói os traços e laços de sua identidade. Estes laços com os elementos da natureza física, na produção de seu espaço geográfico, revelam que a construção de sua imagem é complexa e por vezes oposta às visões da modernidade”, explica Christian.
Já “Anauê” tem como tema as crianças amazônicas, indígenas, ribeirinhos e caboclos. Os 15 retratos, que fazem parte dessa exposição, revelam a diversidade de costumes, culturas, sonhos, idéias e potencial criativo e humano, não como dispositivos conceituais, mas como efeitos de uma multiplicidade cultural. Segundo a artista plástica “Anauê” e uma exposição fotográfica onde o povo amazônico terá um encontro de sua identidade como um bem cultural, a apresentação tem intuito de resgatar o referencial da identidade visual de um povo, ressalta Ruth Jucá, artista contemplada Proarte/2009.
via Governo AM
Serviço
O que: Abertura das exposições “Beiradão Urbano” e “Anauê"
Quando: Quinta-Feira (08/04), às 19h
Onde: Centro Cultural Palácio da Justiça
‘Anauê’ retrata crianças da Amazônia
A fotógrafa Ruth Jucá lança, na próxima quinta-feira (08), às 19h, no Palácio da Justiça (avenida Eduardo Ribeiro, Centro) sua mais nova exposição denominada “Anauê”, que terá quinze imagens artísticas de crianças amazônidas (indígenas, ribeirinhas e caboclas) nas mais diversas situações. A exposição é fruto do prêmio Proarte, da Secretaria de Estado de Cultura (SEC). De acordo com a fotógrafa, a exposição Anauê – que em tupi-guarani significa a saudação olá! – traz o seu olhar sobre a diversidade de costumes, culturas, sonhos e ideais. “Pretendo mostrar o potencial criativo e humano, não como dispositivos conceituais, mas como efeitos de uma multiplicidade cultural”, explica Ruth, que acentua sua predileção em fotografar crianças. “Gosto de fotografar as crianças pela pureza incomparável. Faço esse trabalho há muitos anos e vou continuar fazendo”, completa. “As imagens foram captadas durante vários anos”.
Ruth já realizou três exposições individuais em Manaus e uma coletiva em São Paulo, em 2005. Ela explica que escolheu mostrar na exposição imagens coloridas, apesar de também ter feito fotos em preto e branco, por achar que as crianças devem ser retratadas de forma alegre.
Atuando na área desde 1997, Ruth assegura que, depois que Manaus ganhou diversos prêmios importantes, a fotografia produzida na cidade passou a ser vista de outra forma, não apenas no Brasil, mas no mundo. Entre os destaques da fotografia local ela cita o trabalho do Rafael Alves que, segundo ela, é um fotógrafo talentoso da nova geração. “Acho que o Rafael tem um olhar poético e artístico no fotojornalismo, o que torna as fotos dele especiais e com uma composição diferenciada”, analisa.
Ruth garante que encontra na fotografia um misto de poesia e filosofia visual que, segundo ela, é a maior característica de seu trabalho. Ela ressalta que ainda tem muitos planos em relação à fotografia. “Eu encontrei a felicidade na fotografia, por isso, pretendo dedicar toda minha vida a ela”, resume.
Histórico
Ruth Jucá começou a dedicar sua vida à fotografia em 1997. Além do fotojornalismo, ela atua nas áreas de publicidade, arte e moda. Suas imagens ganharam prêmios e foram publicadas em livros, jornais nacionais e internacionais, revistas e coleções particulares. Em 2005 ganhou o prêmio de menção honrosa Cor, no concurso Leica. Em 2007 teve seu projeto “Duas margens - uma síntese do povo das águas” premiado pela Secretaria Municipal de Cultura do Amazonas. Ano passado, ganhou os prêmios Proarte e Paic. Atualmente coordena o curso de Fotografia à distância que a Secretaria de Estado de Cultura está implementando em 19 municípios do Amazonas.
via Em Tempo
'Beiradão urbano', a Amazônia dos pobres de Jimmy Christian
Na periferia de Manaus, a fonte de inspiração que se transformou em obrigação: mostrar a vida dos beiradeiros /JIMMY CHRISTIAN
Nuvens, correnteza e o salto do menino para apanhar a bola distante dele / JIMMY CHRISTIAN
BRASÍLIA – Duas crianças enfiadas em baldes plásticos, a menina ao lado de um cartaz esfarrapado da campanha política de algum candidato, um cão, um casebre. O cenário da cheia é comum em Manaus, mas enche os olhos de qualquer pessoa disposta a deixar por um minuto o mundo globalizado e penetrar na realidade periférica da capital do Estado do Amazonas.
Aos 37 anos, Jimmy Christian Pessoa Maciel começou a trabalhar no jornal A Crítica em 2003, sempre captando o cotidiano de Manaus com olhar de quem procura elementos desta cidade cabocla e indígena.
“Beiradão urbano”, em preto e branco, foi o nome escolhido para o ensaio fotoetnográfico que apresentará a partir desta quinta-feira, oito de abril, no Centro Cultural Palácio da Justiça. Paralelamente, a Secretaria de Cultura promove a mostra “Anauê”, de Ruth Jucá.
“Beiradão Urbano”, de Jimmy Christian foi um dos projetos contemplados no edital de programação 2008. São 15 fotos do cotidiano e toda a peculiaridade de um povo vindo do interior do Estado do Amazonas para a capital.
— Investigo os elementos com os quais o homem amazônico beiradeiro que vive nas margens dos principais igarapés no centro da cidade de Manaus constrói os traços de sua identidade — explica Maciel.
As características da vida dessa gente, seu modo de sobrevivência e suas percepções de mundo permeado pela água estão bem nítidas no trabalho que “Beiradão urbano” mostrará.
Seca, cheia e transformações
A baixa e a cheia dos rios impressionam. Em meados de outubro, no período da cheia, o Rio Negro alcança a sua cota mínima e em meados de junho, a máxima. Aí tudo se altera na paisagem ribeirinha.
PRÊMIOS
Essas transformações antecedem ou acompanham a fotografia feita por Maciel, cujo interesse pela fotografia vem desde os anos 1990. Seu olhar de nativo chegou ao banco da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas, onde estudou. Nos anos 2000 o trabalho de Maciel começou a ser reconhecido. E premiado também (lista no final do texto).
No vaivém pelo beiradão, Maciel notou uma peculiaridade dessa população é que ela é composta majoritariamente de migrantes vindos do interior do Estado do Amazonas, apresentando fortes característica étnica cultural.
Maciel cursou fotografia no Senac e não largou mais. No curso de ciências sociais obteve nota máxima da bancada com a tese de monografia que leva o nome da exposição "Beiradão Urbano".
— Apesar das dificuldades, só agora estou conseguindo expor o trabalho que considero o mais profundo: uma visão clássica, porém, marcante de uma sociedade que passa despercebida aos olhos desse mundão cibernético e globalizado — diz, satisfeito.
por Montezuma Cruz
Pequeno agricultor leva saco de arroz ao barco, numa das margens do Rio Envira. Esta foto não está na Exposição / JIMMY CHRISTIAN
PRÊMIOS
2004 — Fundou o Núcleo de Antropologia Visual do Amazonas (NAVI), por orientação da Doutora Selda Vale.
2005 — Foi finalista do 3° Concurso Cultural Fotográfico Leica-Agfa Fotografe, vencendo o 5° Prêmio ONIP (Organização Nacional da Indústria do Petróleo e Gás Natural), com a matéria “Aberta nova frente de exploração em Coari”, em A Crítica. Ainda em 2005 promoveu a 1ª exposição no encontro da Associação Brasileira dos Antropólogos Norte e Nordeste, na Universidade Federal do Amazonas com o tema: “Margeando”. Promoveu ainda “Aparas do dia”, na galeria Moacir de Andrade.
2006 — Concluiu o curso de Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas, com a tese “Beiradão Urbano”: uma fotoetnografia dos igarapés de São Raimundo e Cachoeira Grande. Abordou o cotidiano da comunidade ribeirinha que vive no grande centro urbano de Manaus. Venceu o concurso Assembléia Legislativa do Amazonas. Expôs na 2ª Mostra de filme etnográfico do espaço Ideal Clube com o tema “Ritual da Tukandeira”.
2009 — Venceu o Foto ArteBrasília, na categoria Antropologia e Cultura.
2010 — Recebeu homenagem do Clube de fotografia “A escrita da luz”. Foi destaque “Melhor fotógrafo do Amazonas de 2009”.
SERVIÇO
Centro Cultural Palácio da Justiça
Avenida Eduardo Ribeiro nº 833 Manaus (AM)
Avenida Eduardo Ribeiro nº 833 Manaus (AM)
bpublica@culturamazonas.am.gov.br
Telefone: (92) 3248-1844
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Mostra revela traços culturais dos povos indígenas
Programação
Dia: 7 de abril, ás 18:30
Hino Nacional – Márcio Bororo (Academia dos Saberes Indígenas) e Vera Capilé.
Hino Mato Grosso – Vera Capilé
Som do Misc – Apresentação musical de Márcio Bororo e Vera Capilé.
CURTA MISC
(Dois filmes por noite, nos dias 16, 23 e 30 de abril, ás 18:30) Coordenação: Ana Paula Lopes (Secretaria de Educação de Mato Grosso) e Ivan Belém (Museu de imagem e do Som de Cuiabá).
Dia 16:
- Índios Bororo: (Museu do Índio – Funai).
- Rondon: O último bandeirante.
Dia 23:
- A trama do olhar:
- Igreja Senhor dos Passos: Formosa tu és, amada minha.
Dia 30:
- Pio Höimanazé: a mulher Xavante em sua arte.
- Documentário Fração Silva Freire
CURTA MISC CRIANÇA
(de 12 a 16, 19 a 23 e 26 a 30 de abril, das 08:00h ás 12:00h.) Coordenação: Isabel Bakairi (Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Estado do Mato Grosso)
DIÁLOGOS ESCRITOS
(Entre) Letras Indígenas (18:30h)
Coordenação: Ana Paula Lopes (Secretaria de Educação de Mato Grosso).
Dia 15:
- O homem algodão – uma etno–história nambiquara
Dia 22:
- Diversidade e política lingüísticas: uma experiência com Chiquitano no Brasil
- O manto do encoberto
Dia 29:
- A história da educação escolar entre os Kura Bakairi
(Entre) Letras Cuiabanas (18:30h)
Coordenação: Rosemar Coenga (Unirondon)
Dia 13:
- Rede de dormir: Entrelaçares de vidas.
Dia 20:
- O teatro em Mato Grosso no século XVIII
Dia 27:
- A literatura infanto-juvenil que brota no cerrado mato-grossense.
EXPOSIÇÕES
Coletiva fotográfica: “Brava Gente” (MISC, IKUIAPÁ-FUNAI)
Exposição de artesanato: Tecendo e moldando saberes.
Coordenação: MISC, IKUIAPA-FUNAI
Exposição de livros
Coordenação: Biblioteca Estevão de Mendonça
Ikuiapá – Cuiabá: Imagens e sons
Coordenação/Curadoria: Wieslaw Jan Syposz e João Luis Cavalcante
Oficina e Workshop de fotografia: (de 12 a 16 de abril das 9h ás 12h e 14h ás 17h)Coordenação: Wieslaw Jan Syposz
Confira programação completa no site www.cuiaba.mt.gov.br
Promover o envolvimento dos estudantes e professores da área urbana com as demandas contemporâneas dos povos indígenas. A proposta norteia a Mostra “Ikuiapá-Cuiabá. Memória e Identidade” promovida a partir desta quarta-feira (7/04), às 18h30, e percorre todo o mês de abril, no Museu da Imagem e Som (Misc) de Cuiabá. Exposições literárias, de artes plásticas e mostra cinematográfica apresentarão aos visitantes a dinâmica da cultura indígena no século XXl.
A abertura traz uma pequena parte do movimento cultural organizado para todo evento. No programa o Hino Nacional será cantado em língua portuguesa e Bororo, com a participação da cantora Vera Capilé e do músico indígena, Márcio Bororo (da Academia dos Saberes Indígenas). Em seguida os cantores farão apresentação individual. Vera cantará o Hino de Mato Grosso e Márcio Bororo fará uma apresentação musical no Som Misc. Na sequência os visitantes terão acesso a exposição de artes, com coletiva fotográfica, mostra literária, com venda de livros e de artesanato.
Dentro da programação da Mostra (confira abaixo) os organizadores reservam o período da manhã para o Curta Misc Criança, uma série de atividades que revelam a cultura indígena para os estudantes do Ensino Fundamental. No período da noite, a partir das 18h30, o programa é todo voltado para os estudantes Jovens e Adultos. Sempre com a mesma proposta, fortalecer o contato dos estudantes, professores e sociedade civil com a produção científica e artística dos povos indígena.
A representante da Seduc na organização do evento, professora Ana Paula Lopes, destaca a relevância da Mostra como fomentadora para redução das lacunas entre indígenas e brancos. “Precisamos acabar com a imagem estereotipada dos povos indígenas, principalmente nas escolas”, diz. Conforme ela, a atividade ajudará a efetiva implementação da lei 11645, que promove a inclusão indígena no currículo escolar.
O evento é uma realização conjunta entre Funai, Museu do Índio (UFMT), Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso, Secretarias Estaduais de Cultura e Educação e Misc. Durante o período da Mostra, as escolas farão agendamento de visitas.
Nota:
Para escolas estaduais o contato será o Cefapro de Cuiabá, telefones 3637-3940/5262. As escolas estaduais visitantes podem solicitar ônibus para o translado dos alunos, ligue e confira os horários.
Para agendamento de escolas municipais e particulares o contato será no Misc, pelo telefones 3617.1288/1289.
via O Documento
Misc tem programação especial para aniversário de Cuiabá
Em comemoração ao aniversário de 291 anos de Cuiabá, o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc) prepara uma programação que começa hoje e prossegue até o final deste mês. As atividades envolvem exibições de filmes, documentários, exposição fotográfica do acervo do Misc, música, além de um espaço de leitura e outras atividades.
De acordo com o coordenador do Misc, Ivan Belém, a idéia da programação também visa a reabertura do espaço para a visitação pública e a conscientização dos cuiabanos sobre a importância índio na formação da identidade local.
A abertura das comemorações no Misc começam hoje, as 18h30, com apresentação musical de Márcio Bororo e Vera Capilé, interpretando o hino nacional e o hino de Mato Grosso, na sede do museu.
De acordo com o coordenador do Misc, Ivan Belém, a idéia da programação também visa a reabertura do espaço para a visitação pública e a conscientização dos cuiabanos sobre a importância índio na formação da identidade local.
A abertura das comemorações no Misc começam hoje, as 18h30, com apresentação musical de Márcio Bororo e Vera Capilé, interpretando o hino nacional e o hino de Mato Grosso, na sede do museu.
via Gazeta Digital
Cuiabá e/ou Ikuiapá
Os 291 anos da capital de Mato Grosso terão em suas comemorações pelo menos uma cena a destacar a cultura indígena e valorizar a ancestralidade
Claudio de Oliveira
Da reportagem
reportagem
Todo espaço cultural é bem vindo vivo. Não adianta encastelar e reservar o conhecimento ou acervo a poucos. É preciso abrir as portas e janelas e deixar o ar e as pessoas circularem, pois este é o papel do museu e centros culturais.
É certo que todos estavam com saudade do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá – MISC. E é muito bom vê-lo retornar às atividades contemplando o mês de aniversário da capital, aproximando Cuiabá e Ikuiapá. É isso mesmo. Este mês o MISC retoma os trabalhos promovendo uma ponte entre a cidade de Cuiabá, aniversariante do mês, e a cultura indígena, mãe desta terra e de tantas outras brasileiras.
Neste mês passam pelo MISC filmes, palestras, livros e fotografias que pretendem mostrar o quão indissociável é o índio e a cidade. A abertura, no dia 7 de abril, às 18h30, conta com a participação de Márcio Bororo e Vera Capilé. Márcio é o responsável pela Academia dos Saberes Indígenas que reúne um grande acervo bibliográfico e historiográfico e cuja sede provisória vem ser o Museu de Pré-história Casa Dom Aquino, na avenida Beira Rio. Márcio irá cantar a primeira estrofe do hino nacional na sua língua mãe e depois Vera completa a segunda estrofe em português. Então ela segue com o hino de Mato Grosso e ambos na sequência farão apresentações musicais.
Dentro da programação estão previstas exposições fotográficas como a “Brava Gente” (coletiva) que mostra este intercâmbio branco-índio (e vice-versa) e faz parte dos acervos do MISC e da FUNAI e a “Ikuiapá - Cuiabá: imagens e sons” com coordenação e curadoria de Wieslaw Jan Syposz e João Luis Cavalcante. Ainda tratando de exposições teremos: uma exposição de artesanato “Tecendo e moldando saberes” e uma de livros coordenada pela biblioteca Estevão de Mendonça que tem um acervo especialmente dedicado ao índio.
Na parte dos seminários serão promovidos debates literários. Os encontros foram intitulados Diálogos Escritos e acontecem sempre às 18h30 sob a coordenação da Ana Paula Lopes (secretaria de estado de Educação de Mato Grosso). O primeiro encontro “(Entre) Letras Indígenas” é no dia 15 de abril e quem apresenta o seu trabalho é a professora Anna Maria Ribeiro Costa (IKUIAPÁ-FUNAI) - O homem algodão: uma etno-história nambiquara. No dia 22 de abril, Áurea Cavalcante Santana (IKUIAPÁ-FUNAI) apresenta o seu livro ‘Diversidade e política linguísticas: uma experiência com Chiquitano no Brasil’ e José Eduardo F. M. Costa (FUNAI) traz o seu ‘O manto do encoberto’. Dia 29 de abril ‘A história da educação escolar entre os Kura Bakairi’ de Darlene Taukane (FUNAI- Instituto Yakamaniru).
Também em forma de debates será apresentado o “(Entre) Letras Cuiabanas”, marcado para às 18h30 sob a coordenação de Rosemar Coenga (UniRondon). As datas e temas são: 13 de abril, ‘Rede de dormir: entrelaçares de vidas’ de Lúcia Palma (Pesquisadora da Coordenação de Cultura da UFMT); 20 de abril, ‘O teatro em Mato Grosso no século XVIII’ de Luiz Carlos Ribeiro e dia 27 de abril, ‘A literatura infanto-juvenil que brota no cerrado mato-grossense’ de Angela Fontana.
A programação conta ainda com uma farta opção de vídeos distribuídos em dois blocos o Curta MISC com dois filmes por noite, nos dias 16, 23 e 30 de abril, sempre às 18h30 e Curta MISC Criança de segunda a sexta-feira começando no dia 12 e indo até o dia 30 de abril, das 08h às 12h.
O Curta MISC tem a coordenação de Ana Paula Lopes e Ivan Belém (atual coordenador do MISC). Todas as sextas-feiras do mês serão apresentados filmes e comentados após as sessões. A primeira sexta (16-04) terá
‘Índios Bororo’ (Museu do Índio-FUNAI; 1910) com comentários de Márcio Bororo e ‘Rondon: o último bandeirante’ com comentários do diretor Joel Leão. A segunda sexta-feira, tem ‘A trama do olhar’ com comentários da diretora Glória Albuês e ‘Igreja Senhor dos Passos: formosa tu és, amada minha’ com comentários de Maria Antúlia Levente (Coordenadora de Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado de Cultura). Encerrando o ciclo, no dia 30 de abril ‘Piõ Höimanazé: a mulher Xavante em sua arte’ com comentários de Áurea Cavalcante Santana (IKUIAPÁ-FUNAI) e documentário ‘Fração Silva Freire’ com comentários da Profª Ms Larissa Silva Freire Spinelli filha do poeta.
O Curta MISC Criança é a programação mais intensa do mês. O objetivo é receber os estudantes em sessões diárias mostrando a temática indígena entrelaçando com a história de Cuiabá. A batuta fica com Isabel Bakairi que é da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Estado do Mato Grosso.
Em paralelo a isto tudo você ainda pode fazer uma oficina e workshop de fotografia com o fotógrafo Wieslaw Jan Syposz de 12 a 16 de abril. As inscrições para as oficinas estão abertas e terão duas turmas de vinte alunos uma no período da manhã das 09h às 12h e outra a tarde, das 14h às 17h.
Os 291 anos da capital de Mato Grosso terão em suas comemorações pelo menos uma cena a destacar a cultura indígena e valorizar a ancestralidade
Claudio de Oliveira
Da reportagem
reportagem
Todo espaço cultural é bem vindo vivo. Não adianta encastelar e reservar o conhecimento ou acervo a poucos. É preciso abrir as portas e janelas e deixar o ar e as pessoas circularem, pois este é o papel do museu e centros culturais.
É certo que todos estavam com saudade do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá – MISC. E é muito bom vê-lo retornar às atividades contemplando o mês de aniversário da capital, aproximando Cuiabá e Ikuiapá. É isso mesmo. Este mês o MISC retoma os trabalhos promovendo uma ponte entre a cidade de Cuiabá, aniversariante do mês, e a cultura indígena, mãe desta terra e de tantas outras brasileiras.
Neste mês passam pelo MISC filmes, palestras, livros e fotografias que pretendem mostrar o quão indissociável é o índio e a cidade. A abertura, no dia 7 de abril, às 18h30, conta com a participação de Márcio Bororo e Vera Capilé. Márcio é o responsável pela Academia dos Saberes Indígenas que reúne um grande acervo bibliográfico e historiográfico e cuja sede provisória vem ser o Museu de Pré-história Casa Dom Aquino, na avenida Beira Rio. Márcio irá cantar a primeira estrofe do hino nacional na sua língua mãe e depois Vera completa a segunda estrofe em português. Então ela segue com o hino de Mato Grosso e ambos na sequência farão apresentações musicais.
Dentro da programação estão previstas exposições fotográficas como a “Brava Gente” (coletiva) que mostra este intercâmbio branco-índio (e vice-versa) e faz parte dos acervos do MISC e da FUNAI e a “Ikuiapá - Cuiabá: imagens e sons” com coordenação e curadoria de Wieslaw Jan Syposz e João Luis Cavalcante. Ainda tratando de exposições teremos: uma exposição de artesanato “Tecendo e moldando saberes” e uma de livros coordenada pela biblioteca Estevão de Mendonça que tem um acervo especialmente dedicado ao índio.
Na parte dos seminários serão promovidos debates literários. Os encontros foram intitulados Diálogos Escritos e acontecem sempre às 18h30 sob a coordenação da Ana Paula Lopes (secretaria de estado de Educação de Mato Grosso). O primeiro encontro “(Entre) Letras Indígenas” é no dia 15 de abril e quem apresenta o seu trabalho é a professora Anna Maria Ribeiro Costa (IKUIAPÁ-FUNAI) - O homem algodão: uma etno-história nambiquara. No dia 22 de abril, Áurea Cavalcante Santana (IKUIAPÁ-FUNAI) apresenta o seu livro ‘Diversidade e política linguísticas: uma experiência com Chiquitano no Brasil’ e José Eduardo F. M. Costa (FUNAI) traz o seu ‘O manto do encoberto’. Dia 29 de abril ‘A história da educação escolar entre os Kura Bakairi’ de Darlene Taukane (FUNAI- Instituto Yakamaniru).
Também em forma de debates será apresentado o “(Entre) Letras Cuiabanas”, marcado para às 18h30 sob a coordenação de Rosemar Coenga (UniRondon). As datas e temas são: 13 de abril, ‘Rede de dormir: entrelaçares de vidas’ de Lúcia Palma (Pesquisadora da Coordenação de Cultura da UFMT); 20 de abril, ‘O teatro em Mato Grosso no século XVIII’ de Luiz Carlos Ribeiro e dia 27 de abril, ‘A literatura infanto-juvenil que brota no cerrado mato-grossense’ de Angela Fontana.
A programação conta ainda com uma farta opção de vídeos distribuídos em dois blocos o Curta MISC com dois filmes por noite, nos dias 16, 23 e 30 de abril, sempre às 18h30 e Curta MISC Criança de segunda a sexta-feira começando no dia 12 e indo até o dia 30 de abril, das 08h às 12h.
O Curta MISC tem a coordenação de Ana Paula Lopes e Ivan Belém (atual coordenador do MISC). Todas as sextas-feiras do mês serão apresentados filmes e comentados após as sessões. A primeira sexta (16-04) terá
‘Índios Bororo’ (Museu do Índio-FUNAI; 1910) com comentários de Márcio Bororo e ‘Rondon: o último bandeirante’ com comentários do diretor Joel Leão. A segunda sexta-feira, tem ‘A trama do olhar’ com comentários da diretora Glória Albuês e ‘Igreja Senhor dos Passos: formosa tu és, amada minha’ com comentários de Maria Antúlia Levente (Coordenadora de Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado de Cultura). Encerrando o ciclo, no dia 30 de abril ‘Piõ Höimanazé: a mulher Xavante em sua arte’ com comentários de Áurea Cavalcante Santana (IKUIAPÁ-FUNAI) e documentário ‘Fração Silva Freire’ com comentários da Profª Ms Larissa Silva Freire Spinelli filha do poeta.
O Curta MISC Criança é a programação mais intensa do mês. O objetivo é receber os estudantes em sessões diárias mostrando a temática indígena entrelaçando com a história de Cuiabá. A batuta fica com Isabel Bakairi que é da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Estado do Mato Grosso.
Em paralelo a isto tudo você ainda pode fazer uma oficina e workshop de fotografia com o fotógrafo Wieslaw Jan Syposz de 12 a 16 de abril. As inscrições para as oficinas estão abertas e terão duas turmas de vinte alunos uma no período da manhã das 09h às 12h e outra a tarde, das 14h às 17h.
via Diário de Cuiabá
Museu da Imagem e do Som de Cuiabá reabre as portas
Da assessoria
O Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC) volta às atividades no mês de aniversário de Cuiabá com a programação “Memória e Identidade - Ikuapá – Cuiabá”. A abertura será no dia 07 de abril ás 18:30 e os eventos relacionadas à cultura indígena continuam até o dia 30. Programação
Dia: 7 de abril, ás 18:30
Hino Nacional – Márcio Bororo (Academia dos Saberes Indígenas) e Vera Capilé.
Hino Mato Grosso – Vera Capilé
Som do Misc – Apresentação musical de Márcio Bororo e Vera Capilé.
CURTA MISC
(Dois filmes por noite, nos dias 16, 23 e 30 de abril, ás 18:30) Coordenação: Ana Paula Lopes (Secretaria de Educação de Mato Grosso) e Ivan Belém (Museu de imagem e do Som de Cuiabá).
Dia 16:
- Índios Bororo: (Museu do Índio – Funai).
- Rondon: O último bandeirante.
Dia 23:
- A trama do olhar:
- Igreja Senhor dos Passos: Formosa tu és, amada minha.
Dia 30:
- Pio Höimanazé: a mulher Xavante em sua arte.
- Documentário Fração Silva Freire
CURTA MISC CRIANÇA
(de 12 a 16, 19 a 23 e 26 a 30 de abril, das 08:00h ás 12:00h.) Coordenação: Isabel Bakairi (Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Estado do Mato Grosso)
DIÁLOGOS ESCRITOS
(Entre) Letras Indígenas (18:30h)
Coordenação: Ana Paula Lopes (Secretaria de Educação de Mato Grosso).
Dia 15:
- O homem algodão – uma etno–história nambiquara
Dia 22:
- Diversidade e política lingüísticas: uma experiência com Chiquitano no Brasil
- O manto do encoberto
Dia 29:
- A história da educação escolar entre os Kura Bakairi
(Entre) Letras Cuiabanas (18:30h)
Coordenação: Rosemar Coenga (Unirondon)
Dia 13:
- Rede de dormir: Entrelaçares de vidas.
Dia 20:
- O teatro em Mato Grosso no século XVIII
Dia 27:
- A literatura infanto-juvenil que brota no cerrado mato-grossense.
EXPOSIÇÕES
Coletiva fotográfica: “Brava Gente” (MISC, IKUIAPÁ-FUNAI)
Exposição de artesanato: Tecendo e moldando saberes.
Coordenação: MISC, IKUIAPA-FUNAI
Exposição de livros
Coordenação: Biblioteca Estevão de Mendonça
Ikuiapá – Cuiabá: Imagens e sons
Coordenação/Curadoria: Wieslaw Jan Syposz e João Luis Cavalcante
Oficina e Workshop de fotografia: (de 12 a 16 de abril das 9h ás 12h e 14h ás 17h)Coordenação: Wieslaw Jan Syposz
Confira programação completa no site www.cuiaba.mt.gov.br
Expedição Langsdorff1 Abr a 25 AbrLocal: térreo, 1º, 2º e 3º andares Horário: terça a domingo - 10h às 20h |
| A exposição apresenta o percurso da expedição Langsdorff pelo interior do Brasil, desde 1821 até 1829, através de um conjunto de 156 obras, que inclui desenhos e aquarelas de Johann Moritz Rugendas, Aimé-Adrian Taunay e Hercules Florence e mapas do cartógrafo Nester Rubtsov. A coleção mostra imagens da flora, fauna, paisagens e população documentadas ao longo do trajeto do Rio de Janeiro ao Pará, convidando o público a observar as transformações nestas regiões nos últimos 180 anos. SERVIÇO Data: 23 de fevereiro a 25 de abril Horário: Terça a domingo, das 10h às 20h Locais: térreo, 1º, 2º e 3º andares | Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Entrada franca Classificação indicativa: Livre Maiores Informações: (11) 3113-3651/52 |
Promover o envolvimento dos estudantes e professores da área urbana com as demandas contemporâneas dos povos indígenas. A proposta norteia a Mostra "Ikuiapá-Cuiabá. Memória e Identidade" promovida a partir desta quarta-feira (7/04), às 18h30, e percorre todo o mês de abril, no Museu da Imagem e Som (Misc) de Cuiabá. Exposições literárias, de artes plásticas e mostra cinematográfica apresentarão aos visitantes a dinâmica da cultura indígena no século XXl.
A abertura traz uma pequena parte do movimento cultural organizado para todo evento. No programa o Hino Nacional será cantado em língua portuguesa e Bororo, com a participação da cantora Vera Capilé e do músico indígena, Márcio Bororo (da Academia dos Saberes Indígenas). Em seguida os cantores farão apresentação individual. Vera cantará o Hino de Mato Grosso e Márcio Bororo fará uma apresentação musical no Som Misc. Na sequência os visitantes terão acesso a exposição de artes, com coletiva fotográfica, mostra literária, com venda de livros e de artesanato.
Dentro da programação da Mostra (confira abaixo) os organizadores reservam o período da manhã para o Curta Misc Criança, uma série de atividades que revelam a cultura indígena para os estudantes do Ensino Fundamental. No período da noite, a partir das 18h30, o programa é todo voltado para os estudantes Jovens e Adultos. Sempre com a mesma proposta, fortalecer o contato dos estudantes, professores e sociedade civil com a produção científica e artística dos povos indígena.
A representante da Seduc na organização do evento, professora Ana Paula Lopes, destaca a relevância da Mostra como fomentadora para redução das lacunas entre indígenas e brancos. "Precisamos acabar com a imagem estereotipada dos povos indígenas, principalmente nas escolas", diz. Conforme ela, a atividade ajudará a efetiva implementação da lei 11645, que promove a inclusão indígena no currículo escolar.
O evento é uma realização conjunta entre Funai, Museu do Índio (UFMT), Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso, Secretarias Estaduais de Cultura e Educação e Misc. Durante o período da Mostra, as escolas farão agendamento de visitas. Para escolas estaduais o contato será o Cefapro de Cuiabá, telefones 3637-3940/5262. As escolas estaduais visitantes podem solicitar ônibus para o translado dos alunos, ligue e confira os horários.
Para agendamento de escolas municipais e particulares o contato será no Misc, pelo telefones 3617.1288/1289
Fonte: www.odocumento.com.br
Dono viaja cinco meses por ano pela Amazônia.
Acervo encanta antropólogos e apreciadores de arte, diz.
Além das belas praias formadas pelas águas límpidas do Rio Tapajós, os visitantes da vila de Alter do Chão, em Santarém (PA), se surpreendem também com uma loja que reúne um acervo único de arte indígena. São centenas de peças originais de mais de 80 distintos povos amazônicos.
Há exemplares do banquinho típico dos índios tukano, redes, colares, vasos de diferentes tipos de cerâmica, máscaras com formas de animais, cestas, tecidos, armas, remos, entre outros tipos de ornamentos e artesanatos.
Arte de produzir o móvel passa de geração em geração.
Na mitologia dos índios tukanos, que vivem no noroeste do Amazonas, um banquinho de madeira é considerado um objeto sagrado. Pela lenda desses indígenas, Deus estava sentado num banco quando resolveu criar o homem.
Só que o banco de “ãmakõ nhecã”, o avô do universo em tukano, era de quartzo e feito num piscar de olhos celestiais. Reproduzir um móvel desses, à imagem e semelhança do banco de Deus, dá muito trabalho, a começar pela procura da madeira, nem sempre disponível perto de casa.
O banco, para nós, para ser o símbolo dos tukanos, ele dá o poder de autoridade, dá o poder de ser um grande pensador, e ter uma grande responsabilidade”, explica Maximiliano Menezes, diretor da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).
Pelo Rio Tiquié, Celestino Resende, artesão tukano, procura uma parente da seringueira, a soveira, árvore de madeira macia. O manejo é rigoroso e tem autorização da Funai e do Ibama. Uma só árvore serve de matéria-prima para mais de vinte banquinhos.
O artesanato que faz dos tukanos os grandes mestres do entalhe do Alto Rio Negro é feito a machadadas. Os banquinhos são esculpidos nos blocos de madeira maciça. O mestre Celestino vai fazendo o pamarirrori, o delicado desenho que reproduz, no assento, a pelagem dos animais da floresta. Ele leva um dia inteiro para fazer um banco.
Sua família faz esses pequenos assentos há incontáveis gerações. “Desde aonde nasceu essa história do banco, veio passando até chegar aqui a nossa vez”, conta. O pai de Celestino, Aprígio, diz em tukano que o banco de Deus torna o homem sábio.
Com a produção desses banquinhos ainda não dá pra ganhar dinheiro, embora eles já tenham até sido vendidos em shoppings de decoração de São Paulo.
Mas os índios pensam em incrementar a produção. “Temos que buscar nossa autonomia, essa autonomia tem partir da gente. Nós mesmos é que temos que trabalhar, produzir, vender e ter nossas coisas”, comenta Menezes.
via Globo Amazônia
11/08/09
Acervo encanta antropólogos e apreciadores de arte, diz.
Marcelo Freitas conta que passa entre 4 e 5 meses por ano viajando pela Amazônia para conseguir suas mercadorias. (Foto: Dennis Barbosa/Globo Amazônia)
Além das belas praias formadas pelas águas límpidas do Rio Tapajós, os visitantes da vila de Alter do Chão, em Santarém (PA), se surpreendem também com uma loja que reúne um acervo único de arte indígena. São centenas de peças originais de mais de 80 distintos povos amazônicos.
Há exemplares do banquinho típico dos índios tukano, redes, colares, vasos de diferentes tipos de cerâmica, máscaras com formas de animais, cestas, tecidos, armas, remos, entre outros tipos de ornamentos e artesanatos.
Para reunir o acervo, o dono do local, o paulista Marcelo Freitas, um “antropólogo autodidata", como brinca, passa quase metade de seus dias viajando pela floresta para negociar diretamente com os povos indígenas.
Segundo conta, às vezes o negócio é fechado em dinheiro, e outras acontece na base do escambo. “Levo alguma coisa de que eles estejam precisando”, diz.
Marcelo diz que só vende material autêntico encontrado nas aldeias. “Nunca encomendo ou digo para mudarem alguma peça”, afirma.
Já são 11 anos percorrendo as aldeias e fazendo amizade com os índios. “Sou convidado pelas próprias lideranças, não pela Funai”, explica.
Sua loja conta com muitos clientes estrangeiros que vêm a bordo de cruzeiros amazônicos, mas também faz vendas pela internet. “Os antropólogos babam quando vêm aqui”, conta, em meio à sua rara coleção.
Globo Amazônia
03. Abr.2010
via Folha do Progresso
Segundo conta, às vezes o negócio é fechado em dinheiro, e outras acontece na base do escambo. “Levo alguma coisa de que eles estejam precisando”, diz.
Marcelo diz que só vende material autêntico encontrado nas aldeias. “Nunca encomendo ou digo para mudarem alguma peça”, afirma.
Já são 11 anos percorrendo as aldeias e fazendo amizade com os índios. “Sou convidado pelas próprias lideranças, não pela Funai”, explica.
Sua loja conta com muitos clientes estrangeiros que vêm a bordo de cruzeiros amazônicos, mas também faz vendas pela internet. “Os antropólogos babam quando vêm aqui”, conta, em meio à sua rara coleção.
Globo Amazônia
03. Abr.2010
via Folha do Progresso
Loja em Alter do Chão parece um museu de cultura indígena.
Banquinho de madeira é objeto sagrado na mitologia de índios do AM
Segundo os tukanos, Deus estava sentado nele quando criou o homem.Arte de produzir o móvel passa de geração em geração.
Na mitologia dos índios tukanos, que vivem no noroeste do Amazonas, um banquinho de madeira é considerado um objeto sagrado. Pela lenda desses indígenas, Deus estava sentado num banco quando resolveu criar o homem.
Só que o banco de “ãmakõ nhecã”, o avô do universo em tukano, era de quartzo e feito num piscar de olhos celestiais. Reproduzir um móvel desses, à imagem e semelhança do banco de Deus, dá muito trabalho, a começar pela procura da madeira, nem sempre disponível perto de casa.
O banco, para nós, para ser o símbolo dos tukanos, ele dá o poder de autoridade, dá o poder de ser um grande pensador, e ter uma grande responsabilidade”, explica Maximiliano Menezes, diretor da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).
Pelo Rio Tiquié, Celestino Resende, artesão tukano, procura uma parente da seringueira, a soveira, árvore de madeira macia. O manejo é rigoroso e tem autorização da Funai e do Ibama. Uma só árvore serve de matéria-prima para mais de vinte banquinhos.
O artesanato que faz dos tukanos os grandes mestres do entalhe do Alto Rio Negro é feito a machadadas. Os banquinhos são esculpidos nos blocos de madeira maciça. O mestre Celestino vai fazendo o pamarirrori, o delicado desenho que reproduz, no assento, a pelagem dos animais da floresta. Ele leva um dia inteiro para fazer um banco.
Sua família faz esses pequenos assentos há incontáveis gerações. “Desde aonde nasceu essa história do banco, veio passando até chegar aqui a nossa vez”, conta. O pai de Celestino, Aprígio, diz em tukano que o banco de Deus torna o homem sábio.
Com a produção desses banquinhos ainda não dá pra ganhar dinheiro, embora eles já tenham até sido vendidos em shoppings de decoração de São Paulo.
Mas os índios pensam em incrementar a produção. “Temos que buscar nossa autonomia, essa autonomia tem partir da gente. Nós mesmos é que temos que trabalhar, produzir, vender e ter nossas coisas”, comenta Menezes.
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11/08/09
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Presidente Lula entrega prêmio ao representante do projeto Encachauado de Vegetais da Amazônia, Antonio José de Albuquerque, um dos vencedores da terceira edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Durante cerimônia de entrega dos prêmios da 3ª edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil, o representante do projeto Encachauado de Vegetais da Amazônia, Antonio José de Albuquerque, chamava atenção não só pelo enorme cocar que ostentava mas também pela felicidade estampada no rosto. O motivo era a “borracha do índio”, projeto que ele integra com mais 580 índios e seringueiros e que foi um dos premiados durante o evento realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
O Encachauado é a cara do seu povo, afirma Albuquerque, “já que respeita o nosso jeito de não juntar dinheiro”, disse ele. O pesquisador da Universidade Federal do Pará, professor Francisco Samonek reforça o coro: “esse projeto respeita o tempo, a cultura e as necessidades dos povos que o integram”.O Encachauado moderniza sistema artesanal de beneficiamento do látex, garantindo o aumento de renda para as duas populações envolvidas e funciona em quatro estados da Amazônia.
Na presença de autoridades, artesãos e técnicos, o indígena falou sobre o aprimoramento da borracha como técnica social para agregar valor à borracha, transformando o látex em mais de vinte produtos, entre os quais, porta-lápis, embalagens e até mesmo transformando as pinturas dos rostos dos índios em estampas de camisetas.
No Auditório Planalto do Centro de Convenções Ulysses Guimarãe, foram premiadas as 20 práticas desenvolvidas por prefeituras e organizações da sociedade civil, avaliadas por um comitê técnico de especialistas nos ODM, pré-selecionadas e escolhidas por um júri especial, com base nos seguintes critérios: contribuição para o alcance dos ODM; impacto no público atendido; participação da comunidade; existência de parcerias; potencial de replicabilidade; e complementaridade e/ou articulação com outras políticas públicas.
Representante do projeto vencedor da 3ª edição do Prêmio Objetivos do Milênio Brasil, Encachauado de Vegetais da Amazônia, o indígena Antonio José de Albuquerque fala da experiência "borracha do índio":
Conheça aqui os oito objetivos do milênio, instituídos pela ONU em 2000.
via Blog do Planalto
Durante cerimônia de entrega dos prêmios da 3ª edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil, o representante do projeto Encachauado de Vegetais da Amazônia, Antonio José de Albuquerque, chamava atenção não só pelo enorme cocar que ostentava mas também pela felicidade estampada no rosto. O motivo era a “borracha do índio”, projeto que ele integra com mais 580 índios e seringueiros e que foi um dos premiados durante o evento realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
O Encachauado é a cara do seu povo, afirma Albuquerque, “já que respeita o nosso jeito de não juntar dinheiro”, disse ele. O pesquisador da Universidade Federal do Pará, professor Francisco Samonek reforça o coro: “esse projeto respeita o tempo, a cultura e as necessidades dos povos que o integram”.O Encachauado moderniza sistema artesanal de beneficiamento do látex, garantindo o aumento de renda para as duas populações envolvidas e funciona em quatro estados da Amazônia.
Na presença de autoridades, artesãos e técnicos, o indígena falou sobre o aprimoramento da borracha como técnica social para agregar valor à borracha, transformando o látex em mais de vinte produtos, entre os quais, porta-lápis, embalagens e até mesmo transformando as pinturas dos rostos dos índios em estampas de camisetas.
No Auditório Planalto do Centro de Convenções Ulysses Guimarãe, foram premiadas as 20 práticas desenvolvidas por prefeituras e organizações da sociedade civil, avaliadas por um comitê técnico de especialistas nos ODM, pré-selecionadas e escolhidas por um júri especial, com base nos seguintes critérios: contribuição para o alcance dos ODM; impacto no público atendido; participação da comunidade; existência de parcerias; potencial de replicabilidade; e complementaridade e/ou articulação com outras políticas públicas.
Representante do projeto vencedor da 3ª edição do Prêmio Objetivos do Milênio Brasil, Encachauado de Vegetais da Amazônia, o indígena Antonio José de Albuquerque fala da experiência "borracha do índio":
Conheça aqui os oito objetivos do milênio, instituídos pela ONU em 2000.
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Empresários, cientistas, ambientalistas, artistas e políticos se reúnem hoje (26) e amanhã (27) em Manaus para buscar um acordo que viabilize ações que permitam a preservação e o desenvolvimento econômico da região amazônica. É o Fórum Internacional de Sustentabilidade. Uma das estrelas dos debates é o ex-vice-presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz de 2007, Al Gore.
Responsável pelos debates, o governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), afirmou à Agência Brasil que o fórum é o local adequado para que todos apresentem seus pontos de vistas e sugestões. Segundo ele, as divergências que separam ambientalistas e financistas surgirão, mas não ofuscarão as discussões.
“Todos têm consciência de que só há um meio para a sustentabilidade da Amazônia: os recursos privados. Não tem outro. O apoio das instituições públicas é grande, mas insuficiente, então temos de encontrar uma forma de viabilizar este processo”, disse o governador, que pretende reunir de 400 a 500 pessoas no Teatro Amazonas – uma construção do século 19 considerada uma obra de arte.
Determinado a buscar alternativas para a sustentabilidade na Amazônia, Braga descartou o risco de decepção que dominou a Conferência sobre Mudanças Climáticas de Copenhague, na Dinamarca, realizada no ano passado. Segundo ele, a ameaça está afastada porque o fórum de Manaus está sendo realizado em outro momento econômico e político.
“No ano passado, os países mais ricos viviam ainda a aura da crise financeira internacional. Agora, o momento é de recuperação econômica. Os Estados Unidos reagem à crise e animam os outros países”, afirmou Braga. “Na prática, o entusiasmo reduz quando há uma crise econômica, foi o que houve em Copenhague.”
Para o governador, é fundamental ainda a participação do ex-vice-presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz de 2007, Al Gore. Segundo Braga, Al Gore pode ser um interlocutor de peso em favor da Amazônia. “O ex-vice-presidente é respeitado internamente e externamente no cenário político. Ele sabe e conhece a importância dos temas ambientais. Estou confiante de que vamos poder contar com o apoio do Al Gore.”
Em 2007, Al Gore e uma organização comandada pelo indiano Rajendra Pachauri receberam o Prêmio Nobel da Paz. A atuação deles na preservação do meio ambiente e a divulgação do conhecimento sobre as mudanças climáticas e seus efeitos no planeta levaram à premiação.
Ambientalista, Braga é autor da primeira Lei de Mudanças Climáticas e Conservação Ambiental do país. Também é o coordenador nacional do programa socioambiental do PMDB e responsável pela criação do Programa Bolsa Floresta.
O programa determina uma recompensa financeira por parte do estado do Amazonas aos moradores de unidades de Conservação estaduais (UCE). O governador também criou a Fundação Amazonas Sustentável – que deve funcionar como base para discussões políticas sobre as mudanças climáticas.
via Agência Brasil
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O Teia Brasil 2010 será um dos focos das ações desenvolvidas pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) de 25 a 31 de Março.
O evento acontece em Fortaleza. A SID/MinC montará um estande no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, local do evento, nos dias 26 e 27, das 9h às 12h, no Cine 1 Unibanco Dragão do Mar
A SID/MinC reunirá os contemplados com a ação dos Pontos de Cultura em comunidades indígenas e instituições indigenistas de todo o Brasil, no âmbito dos programas Cultura Viva e Mais Cultura, e das ações da própria Secretaria e do Museu do Índio (Funai), para discutir as interfaces das políticas públicas de cultura com a questão indígena atual. O objetivo do encontro, que acontecerá no dia 26, das 14h30 às 17hs, na Tenda Mostra Artística, dentro das atividades do Teia das Ações, é a troca de experiências, a consolidação dos programas citados como políticas de estado, além do fortalecimento e da integração das redes de cultura indígena existentes em todo o país.
via Min Cultura
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É um olhar para os múltiplos ângulos que compõem uma tradição milenar. É fruto de uma amizade que foi se estreitando entre mim e a comunidade Xavante ao longo dos últimos 20 anos.
A exposição revela as cerimônias rituais, o cotidiano, a beleza da arte indígena, o conhecimento que é mantido há milhares de anos e transmitido de geração a geração até os dias atuais. Contribui para elucidar o que o universo feminino A’uwê, como se autodenominam os Xavante, suscita dentro de nós para uma compreensão do que é ser humano, ser mulher.
Além de ser um acervo patrimonial da comunidade Xavante Etenhiriripa é uma janela para o conhecimento sobre o Outro. A partir do momento em que nos abrimos para o desconhecido, nos deparamos com a diversidade. O respeito vem pelo conhecimento. A sobrevivência de culturas tradicionais milenares possibilita a visão de um mundo plural, onde valores éticos, de prosperidade e de direitos humanos podem ser consolidados.
Onde: Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195
Térreo e Sala de oficinas, 2º andar.
Visitação de 10 de março a 04 de abril 2010
Ter a sex, das 10h30 às 21h30 | sab, dom e fer, das 10h30 às 18h30.
via Cristina Flória
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Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite - PRODES
Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real - DETER























