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Morre, em Londres, o documentarista Adrian Cowell

por Felipe Milanez


O documentarista Adrian Cowell, morto aos 73 anos, em Londres. Foto: Ufam
Morreu na segunda-feira 10, de insuficiência respiratória, em Londres, o documentarista Adrian Cowell. Com um trabalho histórico de registro da destruição da Amazônia, ele estava vindo ao Brasil, onde chegaria dia 12, para finalizar a versão brasileira do filme Killing For Land (Matando pela terra, em tradução livre), inédito aqui, que aborda a violência no sul do Pará. Aos 77 anos, Cowell seguia filmando.
Cowell foi companheiro dos irmãos Villas Boas em expedições antes mesmo da criação do Parque Indígena do Xingu, registando tanto o cotidiano dos índios, quanto o trabalho dos sertanistas e as ameaças, por garimpeiros e fazendeiros. Trabalhou também com Apoena Meirelles, outro grande sertanista, no contato dos índios uru-eu-wau-wau, em Rondônia. Filmou, quase ininterruptamente, por 50 anos no Brasil. Seu trabalho começou em 1958, quando ainda era estudante. Foi mais intenso, sobretudo, nos anos 1980, quando fez a premiada série para TV “A Década da Destruição. E todo o seu trabalho, que são mais de sete toneladas de filmes, foi doado para a PUC de Goiás, para o Brasil, onde a consulta está disponível. O Acervo Adrian Cowell é um material fabuloso constituído de filmes 16 mm, fitas de vídeo, áudios, cassetes, slides e diários de campo sobre a Amazônia. (Informações no site http://imagensamazonia.pucgoias.edu.br/)
Cowell produziu o maior registro documental da memória da Amazônia nesse período. “Tem coisas que não existem em lugar nenhum,  que não está escrito, mas está registrado apenas pelo trabalho do Adrian.  E ele doou de volta para o Brasil”, diz Stella Penido, da Fiocruz, que auxiliava a restauração dos filmes. “Era incansável. E ele estava vindo ao Brasil, morreu trabalhando.” Amiga pessoal, diz Stella: “A vida dos seres humanos é como um trabalho de tecedura. Termina o trabalho com delicados fios, tecidos do inicio ao fim (Buda). Acho que não é nenhum exagero pensar que a vida do Adrian foi um bonito trabalho tecido com delicados e atentos fios do inicio ao fim. (obrigada, querido Adrian)”.
Imagem da série 'Destruição do Índio'
Vicente Rios, seu câmera, co-diretor no Brasil e que se tornou seu grande parceiro de trabalho a partir da “Década da Destruição”, está concluindo um documentário sobre Cowell, que vai se chamar “Visões da Amazônia”. “Faltava duas ou três frases, que ele iria completar agora”, disse Rios, chocado pela notícia. O filme, que contém cenas de bastidores das filmagens e também a visão de Cowell sobre a natureza, inclui sequencias inéditas como Cowell conversando com Orlando Villas Bôas sobre a memória de ambos dos tempos do Xingu, na casa do sertanista, em São Paulo.
Adrian Cowell nasceu em Tongshan na China, em 2 de fevereiro de 1934, e concluiu seus estudos na Universidade de Cambridge. Em um encontro que tivemos, no Rio de Janeiro, ele me explicou com um característico sotaque britânico, que aprendeu a falar português com o cacique Raoni. Em suas lembranças, sempre falava bem humorado, e extremamente dedicado e fiel tanto a seus princípios humanitários, quanto a seus parceiros, como os sertanistas, amigos índios, seringueiros.
Por um longo período, ele alternou viagens entre áreas de conflito na Amazônia e Myanmar, filmando a guerra civil no país, que viria a ser o objeto da série Opium, filmada ao longo de oito anos.
Quando Adrian Cowell decidiu filmar a destruição da Amazônia, em um trabalho documental de fôlego inigualável,  tudo podia acabar. Os índios, os seringueiros, a floresta. A Amazônia em sua totalidade. O trator do desenvolvimento, em curso e a todo vapor durante a ditadura militar, queria trazer o progresso, ou a idéia de “um progresso”, sobre um território visto como hostil e inabitado. Mas haviam os índios, os seringueiros e a biodiversidade no caminho. Na década de 1980, “nunca tanta matéria viva foi queimada como em Rondônia em toda a história”, apresenta o narrador de “A Floresta que virou Cinza”, da premiada série de cinco filmes chamada “A Década da Destruição”, em que ele filmou, ao longo de dez anos, a maior destruição já vista de um ambiente. Ganhou reconhecimento público em premiações como da British Academy (BAFTA), o Emmy Founders e o Golden Gate.
“A Década da Destruição” é o maior projeto de documentação da devastação da Amazônia jamais realizado. A seriedade, o comprometimento demonstrado pelo documentarista ao longo dos dez anos, surpreendem pelo acompanhamento incansável das histórias dos personagens, que são acompanhados por esse período. Também a coragem, como nas filmagens de tiroteios entre posseiros de terra e pistoleiros, em festas e tiroteios em garimpos, como o registro de um garimpeiro morto por um tiro de fusil, a escravidão na produção de carvão, ameaças de fazendeiros.
Acervo doado pelo documentarista para a Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Enquanto ainda era pouco conhecido pela imprensa brasileira, Chico Mendes já era filmado por Cowell, tanto os empates que fazia nos seringais, quanto em reuniões internacionais. Amigo pessoal do seringueiro, o filme, “Chico Mendes, eu quero viver”, foi concluído em 1991. O mesmo com o Padre Josimo, assassinado no Tocantins.
Em um email, escrito há três semanas, ele me disse, comentando a recente onda de assassinatos no sul do Pará: “Sem dúvida estes assassinatos possuem alguma influencia um sobre o outro. Antes de nossa proposta de filmar Chico, fiz uma decisão para a serie A Década da Destruição. Decidi que foi essencial mostrar o motivo porque tantos colonos estavam invadindo as florestas amazônicas. Resolvi fazer um filme sobre as brigas para terra em Para. Fui com Vicente Rios ao Sul de Para para encontrar com Padre Josimo – um padre negro de CPT.  Combinamos de filmar o trabalho e vida dele, mas antes que desse tempo para iniciar a filmagem,, ele foi assassinado.  Logo depois, encontramos Chico e combinamos filmar ele  (Chico viria a ser morto ao longo das filmagens)  Padre Josimo foi um caso famoso naquele tempo e tenho ainda um foto do Chico fazendo um comício num seringal embaixo de um foto do Josimo”
Uma outra série de extremo fôlego é “Os últimos isolados”, sobre os povos indígenas que vivam, ainda isolados, na floresta, enquanto se produzia a ocupação engendrada pelo regime militar. O documentarista acompanhou de perto o trabalho dos sertanistas da Funai, descrevendo o entorno dos territórios onde viviam os índios ameaçados – e que deveriam travar o primeiro contato com a sociedade ocidental. A “Destruição do Índio”, outra série memorável, reporta a difícil relação entre os povos indígenas e a colonização.
Rever o trabalho de Adrian Cowell hoje é explorar as mazelas que marcaram a exploração e a devastação da Amazônia desde o início da sua ocupação recente, engendrada durante a Ditadura. A obra que deixou vai ensinar muitas gerações de brasileiros a compreender melhor o país em que vivem – e que está sendo destruído.

Amazon Watch junta-se à luta contra Belo Monte

James Cameron: "Uma Mensagem de Pandora"

link
"Uma Mensagem de Pandora" é um mini-documentário especial produzido por James Cameron sobre a batalha para impedir a construção da Usina de Belo Monte no Rio Xingu, um dos grandes tributários do Rio Amazonas. Junte-se à campanha para proteger a Floresta Amazônica e seus povos ao mobilizar-se agora. (ver mais)

Mensagem de Sheyla Juruna, líder do Povo Juruna:

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Em nome do povo Juruna Indígenas da Bacia do Rio Xingu, peço seu apoio para ajudar a parar a hidrelétrica de Belo Monte. A qualquer momento, o governo brasileiro poderia quebrar solo, causando impactos irreparáveis para as nossas comunidades, o ambiente eo clima global. Estamos em um momento crítico na campanha para parar a hidrelétrica de Belo Monte e é essencial que a comunidade internacional agir agora para defender a Amazônia e apoiar os direitos dos povos indígenas.
Ajude-nos a defender o nosso rio e às futuras gerações, ao assinar esta petição.
- Sheyla Juruna, líder tribal Juruna

Assine a Petição Online: AQUI

Caro governo brasileiro,
Estou profundamente preocupado com os seus planos para construir a hidrelétrica de Belo Monte no Complexo do rio Xingu na Amazônia, em violação dos direitos humanos dos povos indígenas e outras populações ameaçadas.
Eu apoio as demandas da sociedade civil brasileira e exortá-lo a defender a Amazônia e seu povo e pare o Complexo de Belo Monte. 

Ler o texto completo da etição

Lançado em versão brasileira da animação do Google Earth sobre a Represa Monstruosa de Belo Monte

Sigourney Weaver in "Defending the Rivers of the Amazon":

link

legenda: Sigourney Weaver Narrates New Google Earth Animation on Brazil's Controversial Belo Monte Dam in the Amazon Rainforest. Amazon Watch and International Rivers have teamed up to create a state-of-the-art 10-minute Google Earth 3-D tour and video narrated by actress Sigourney Weaver, with technical assistance from Google Earth Outreach. The video is in support of Brazil's Movimento Xingu Vivo Para Sempre (Xingu River Forever Alive Movement). The tour allows viewers to learn about the harmful impacts of, and alternatives to the massive Belo Monte Dam Complex on the Amazon's Xingu River. A Portuguese version of the video and tour, narrated by well-known Brazilian actor Dira Paes to be released soon.

(...)

Hoje, uma versão brasileira do 3-D do Google video poderoso da Terra sobre a represa de Belo Monte Monster foi lançado. Narrado em Português pelo ator brasileiro Dira Paes, o vídeo irá levá-lo em uma turnê de tirar o fôlego da Bacia do Rio Xingu e mostrar-lhe o que acontecerá se este monstruoso represa de Belo Monte seja construída.
Este vídeo mostra uma versão em língua Inglês lançado uma semana antes nos Estados Unidos, narrada por Sigourney Weaver, que visitou a região do Xingu este Verão com o diretor James Cameron, Avatar oferecer suporte para a oposição local, até à barragem de grupos indígenas e da sociedade civil brasileira .
Saiba mais sobre esta luta crítica , e não se esqueça de assinar a petição contrária a barragem de Belo Monte monstro .

fonte

Brasil Dam Amazon recebe luz verde desrespeitando a legislação ambiental e de oposição local

Novo Governo de Dilma aprova Dilma desmatamento e início do polêmico canteiro de obras de Belo Monte

International Rivers, Amigos da Terra - Amazônia Brasileira.
PARA A LIBERAÇÃO IMEDIATA | janeiro 27, 2011

Brasília, Brasil - O governo brasileiro emitiu uma "instalação de licença parcial", permitindo que a hidrelétrica de Belo Monte Complexo quebrar a terra nas margens do Amazonas Xingu do Rio, apesar flagrante desrespeito aos direitos humanos e legislação ambiental, os protestos inabalável da sociedade civil e condenações pelo Gabinete sua Ministério Público Federal (MPF). A licença foi aprovada pela agência ambiental do IBAMA Brasil apesar das provas irrefutáveis de que a construção de barragens, consórcio Norte Energia(NESA) não cumpriu com dezenas de condições sociais e ambientais necessárias para a licença de instalação.
A licença de instalação "parcial", inexistente na legislação ambiental brasileira, permitirá NESA para abrir estradas de acesso e iniciar o desmatamento da floresta em locais de construção da barragem em uma área de 2.118 hectares. "A licença de instalação parcial concedida pelo Ibama é destinada a transformar Belo Monte, um projeto da barragem e catastrófica notoriamente ilegal e um enorme desperdício de dinheiro dos contribuintes, em um fato consumado", disse Christian Poirier, o Brasil Coordenador do Programa na Amazon Watch.
O risco 17000000000 dolar hidrelétrica de Belo Monte Complexo desviar quase todo o fluxo do rio Xingu, em um trecho de 62 quilômetros. Seus reservatórios vai inundar mais de 100 mil hectares de floresta e assentamentos locais, deslocar mais de 40.000 pessoas e gerar vastas quantidades de metano - um gás com efeito de estufa, pelo menos, 25 vezes mais potente que o dióxido de carbono.
A decisão segue a recente demissão do presidente do Ibama Abelardo Bayma, que supostamente partiu no meio de fortes pressões políticas do Ministério de Minas e Energia Dilma Rousseff Presidente.
O consórcio também se beneficiou de subvenções 640 milhões dólares crédito de arranque do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para aquisições de equipamentos antes de uma licença parcial de instalação foi emitida, contrariando os procedimentos legais. O banco tem estado sob crescente escrutínio do escritório do Ministério Público e as ONG, devido à evidência de que a aprovação é baseada em motivos políticos, muitas vezes, minimizando problemas de viabilidade económica e de acordo com as garantias sociais e ambientais.
De acordo com o Procurador Ubiratan Cazetta, "o Ibama está colocando a região em um alto risco social e ambiental através da concessão de uma licença permitindo a instalação do canteiro de obras, embora não exigindo a observância das garantias legais obrigatórios. N. preparativos efectivos têm sido feitas para absorver os milhares dos migrantes que serão atraídas para a região em busca de emprego na construção de barragens. Estamos muito preocupados com o que poderia acontecer aqui ".
oposição feroz pelos habitantes locais para Belo Monte não mudou."Para nós, a licença de instalação de Belo Monte é um sinal de autoritarismo aprofundamento do governo, enquanto ela continua a esmagar a legislação ambiental e direitos humanos", disse Antônia Melo, um líder e porta-voz do Xingu vivo para sempre (Movimento MXVPS). "O governo pretende construir esta barragem a qualquer custo a fim de beneficiar os interesses corporativos às nossas custas. Contudo, não vamos parar de lutar para preservar o Xingu, o nosso patrimônio nacional".

Para mais informações, contactar:
  • Christian Poirier, a Amazon Watch, + 1 510 666 7565, christian@amazonwatch.org
  • Brent Millikan, International Rivers, + 55 61 8153 7009, brent@internationalrivers.org
  • Renata Pinheiro, Movimento Xingu Vivo Para Sempre, +55 (93) 9172-9776, rspinheiro2@yahoo.ca

(...)

Para Situar a questão:

O licenciamento ambiental de Belo Monte torna-se cada vez mais controverso. Tanto pela dimensão da obra e dos impactos que ela provoca, quanto pelo comportamento dos dirigentes que estão conduzindo o processo. Basta lembrar que a licença prévia foi concedida há cerca de um ano, logo após a demissão do diretor de licenciamento, que alegou, à época, não suportar as pressões que recebia. Agora, essa licença parcial de instalação é liberada poucos dias depois da demissão do presidente do órgão.
O que vem ocorrendo é que a concessão de uma licença parcial de instalação, antes uma exceção utilizada para obras emergenciais e para trechos de rodovias e ferrovias, tornou-se, nos últimos anos, usual e freqüente. Obras importantes e com grande impacto ambiental, como Angra 3 e as hidrelétricas do Madeira, também receberam, assim como Belo Monte, licenças parciais antes que fossem cumpridas todas as exigências estabelecidas na licença prévia, as chamadas condicionantes.
A licença prévia para Belo Monte foi concedida sob o argumento de que foram estabelecidas 40 condicionantes capazes de reduzir ou compensar os impactos da obra. E estes não são poucos. Na bacia do Xingú vivem 28 etnias indígenas que ocupam cerca de 20 milhões de hectares (40% da área da bacia). Na região há 440 espécies diferentes de aves, 259 de mamíferos e 387 de peixes. A obra provocará o deslocamento de pelo menos 20 mil pessoas de suas casas (população maior que a de 73% dos municípios brasileiros – Censo 2.000) e outras 100 mil pessoas podem migrar para a região, equivalente a toda população de Altamira, a maior cidade da região. Só a terra retirada para escavação dos canais representa 210 milhões de metros cúbicos, pouco menos que o volume retirado para a construção do Canal do Panamá.
O projeto de Belo Monte vem sendo questionado nos últimos 20 anos por seus impactos sociais e ambientais (e no último ano também por sua viabilidade econômica, que depende de isenções tributárias, créditos subsidiados e forte participação de empresas estatais e de fundos de pensão). O projeto foi alterado, mas sua viabilidade ambiental continua sob suspeita, porque os legítimos questionamentos da sociedade não são esclarecidos. E agora, com essa licença parcial, além dos graves problemas já mencionados, aumenta a percepção de estar ocorrendo um açodamento político injustificável e pouco transparente que só serve para por em cheque a credibilidade do órgão que deve zelar pela proteção dos recursos ambientais do país.

via Blog da Marina

(...)

Artigos Relacionados

Cf. ainda:

What would have happened if the plane had landed?:



Ayoreo Indians on the future of their uncontacted relatives:



The last six survivors of a genocide, dance:



‘Before we knew it, we’d all caught pneumonia.’ The devastating impact of first contact:



Beast with Metal Skin An uncontacted tribe’s brush with the outside world:



New photos obtained by Survival International show uncontacted Indians in never-seen-before detail. The Indians are living in Brazil, near the Peruvian border, and are featured in the ‘Jungles’ episode of BBC1’s ‘Human Planet’ (Thurs 3 Feb, 8pm, UK only).
The pictures were taken by Brazil’s Indian Affairs Department, which has authorized Survival to use them as part of its campaign to protect their territory. They reveal a thriving, healthy community with baskets full of manioc and papaya fresh from their gardens.
The tribe’s survival is in serious jeopardy as an influx of illegal loggers invades the Peru side of the border. Brazilian authorities believe the influx of loggers is pushing isolated Indians from Peru into Brazil, and the two groups are likely to come into conflict.
Survival and other NGOs have been campaigning for years for the Peruvian government to act decisively to stop the invasion, but little has been done.
Last year an American organization, Upper Amazon Conservancy, carried out the latest of several overflights on the Peru side, uncovering further evidence of illegal logging in a protected area.
Marcos Apurinã, Coordinator of Brazil’s Amazon Indian organization COIAB said today, ‘It is necessary to reaffirm that these peoples exist, so we support the use of images that prove these facts. These peoples have had their most fundamental rights, particularly their right to life, ignored … it is therefore crucial that we protect them.’
Renowned Brazilian Indian leader Davi Kopenawa Yanomami said today, ‘The place where the Indians live, fish, hunt and plant must be protected. That is why it is useful to show pictures of the uncontacted Indians, for the whole world to know that they are there in their forest and that the authorities must respect their right to live there.’
Peru’s Amazon Indian organisation AIDESEP issued a statement saying, ‘We are deeply troubled by the authorities' lack of action… despite complaints from Peru and abroad against illegal logging, nothing has been done.’
TV presenter Bruce Parry of hit TV series Tribe said, ‘Protecting the land where uncontacted tribes live is of global importance. We have consistently failed to introduce them to our world without inflicting terrible traumas. It is for them to decide when they want to join our world. Not us.’
Survival’s Director Stephen Corry said today, 'The illegal loggers will destroy this tribe. It's vital that the Peruvian government stop them before time runs out. The people in these photos are self-evidently healthy and thriving. What they need from us is their territory protected, so that they can make their own choices about their future.
'But this area is now at real risk, and if the wave of illegal logging isn't stopped fast, their future will be taken out of their hands. This isn't just a possibility: it's irrefutable history, rewritten on the graves of countless tribes for the last five centuries.'

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New photos: questions and answers

Who are the uncontacted people in the photos and footage?

Many tribes in this region suffered atrocities during the ‘rubber boom’ a hundred years ago, when wild rubber became an important international commodity. Many were killed or died from disease. However some managed to flee deeper into the forest. The uncontacted Indians living here today may be descended from these people.

Why have they painted and decorated themselves?

Many South American tribes use body paint as decoration and for other reasons. Red paint (known as urucum) is made from seeds from the annatto shrub. Indigenous people use it to colour things like hammocks and baskets, as well as their skin. (It is also used as a dye by the food industry.) Many Amazon tribes make black dye from the genipapo plant. Some also use crushed charcoal. Black can be used to signal hostility. Like other tribes in the region, the men have shaved their foreheads and have long hair.

How can they be filmed if they're uncontacted?

The Brazilian authorities have been monitoring this group of uncontacted Indians for years from the air. Over-flights are used to gather evidence of invasions of their land.
Indians certainly hear the plane long before it becomes visible. They will have seen many planes over the years from commercial jets to light aircraft belonging to missionaries, prospectors, and government authorities like FUNAI.

How do these people live? What do they eat? What are the foods visible in baskets?

They probably live in a similar way to many other Amazon Indians. They have cleared large vegetable gardens for fruit and vegetables, and manioc, maize, sweet potato, pumpkin, peanuts, papaya, and bananas can all be identified. They also plant cotton which is spun and woven for skirts. The men have cotton waist bands and some have small head dresses. The men carry bows and arrows for hunting – probably tapir, wild pig, deer and monkeys. No canoes have been seen (many Amazon tribes do not use them), but they probably fish as well.
Baskets are made to store vegetables and carry game and fish. (To the left of the main photo there is a pile of manioc or sweet potato, with peelings lying on the ground. The basket is full of papaya. At the entrance to the house are two baskets, one showing a carrying strap. The basket to the far right shows unpeeled tubers – probably manioc. Another is covered with banana leaves to protect whatever food is inside.)

What will their state of health be like?

It is likely to be very good. In the photos the Indians appear strong and healthy and their gardens are full of produce.

Why are the photos and video footage being released?

Various government officials in Peru and Brazil have denied the existence of uncontacted tribes and accuse indigenous organizations and their supporters of inventing them. The photos and footage provide clear and compelling evidence that uncontacted tribes do exist. Many tribal people recognize the importance of using the photos and footage to persuade governments to protect uncontacted peoples’ land and to uphold their rights. You can read statements from Yanomami leader Davi Kopenawa Yanomami and from COIAB, the network of indigenous organizations in the Amazon.

What next?

Survival is launching an urgent campaign calling on the Peruvian government to expel all loggers working illegally on the land of uncontacted Indians in Peru. Join the campaign.

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Vídeos: Povos Indígenas (vários)

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