O rio Negro, um dos maiores da bacia Amazônica, atingiu sexta-feira a cota de 15,86 metros. A marca é a terceira menor dos últimos 100 anos no estado do Amazonas. Em 1963, o rio registrou seu menor nível, com 13,64 metros. O segundo menor registro é de 1909, quando as águas chegaram a 14,20 metros.
Neste fim de semana, porém, o nível do rio voltou a subir. A cota, medida pelo serviço de hidrologia do Porto de Manaus, baixou 7 cm de domingo para esta segunda-feira e chegou ao nível de 16,03 metros.
Na semana passada, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), junto com o departamento de meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), anunciou que a quantidade de chuvas não deve ser mais do que a metade do esperado para os próximos três meses.
Autoridades ligadas ao meio ambiente e Defesa Civil iniciam um plano emergencial contra os efeitos da seca no estado. A estimativa da Defesa Civil estadual é de que pelo menos 192 mil pessoas passem por dificuldades por conta da falta de chuvas e a baixa excessiva dos rios. Pelo menos 15 municípios decretaram situação de emergência.
- O maior problema agora é com o alto rio Negro para onde temos de fazer um plano emergencial mais complexo. O transporte de mantimentos está complicado e os mantimentos começam a ficar escassos - afirmou o secretário de Defesa Civil do Amazonas, Roberto Rocha.
De acordo com Rocha, os municípios de São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro são os mais afetados. No rio Solimões, Manaquiri é um dos municípios que sofrem mais com a seca. Na cidade, o nível do rio Manaquiri baixou muito e milhares de peixes morreram por falta de oxigenação na água. Pelo menos 1,8 mil estudantes de escolas da zona rural estão com aulas suspensas.
Em Manaus, centenas de barcos que não foram retirados a tempo dos igarapés que cortam a cidade estão encalhados. Casas flutuantes também estão em terra. Os leitos dos igarapés, que geralmente comportam grandes embarcações, viraram pequenos córregos por onde não passa nem uma canoa.
A falta de chuvas é efeito do fenômeno El Niño, causado pelo aquecimento da temperatura das águas do oceano Pacífico.
via JB Online
























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